The Theory of Everything (2014)

The Theory of Everything (2014)

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Theory of Everything

  • Realizado por: James Marsh
  • Com: Eddie Redmayne, Felicity Jones, Tom Prior
  • 123 Minutos
    • English: british-flag

A primeira vez que ouvi falar num romance biográfico sobre Stephen Hawking fiquei deveras reticente por não me parecer uma ideia interessante. Sempre admirei Stephen como um cientista brilhante e como um lutador. Como uma das mentes mais brilhantes que alguma vez o mundo conheceu, testemunhar uma história de duas horas que se foca nos aspectos da sua vida amorosa não me parecia ser muito atractivo. Mas eis que descubro estar errado e eis que descubro uma história mágica e comovente que é uma inspiração para todos aqueles que, como eu, se encontram no ramo das ciências. Baseado no livro escrito pela sua ex-mulher, Jane Hawking, A Teoria de Tudo é a comovente história de amor entre dois jovens corajosos que enfrentaram obstáculos imagináveis e que, contra todas as hipóteses, conseguiram ser felizes e criar uma família. Uma história que eleva os feitos de ambos e que prima pela forma como tudo é contado.

Numa conferência de imprensa com Jane Hawking, tive a oportunidade de descobrir factos curiosos sobre as diferenças entre o livro e o filme como a omissão de alguns aspectos mais negros e díficeis de ultrapassar e as semelhanças das personagens com as personalidades reais de Stephen, Jane e Jonathan, confirmando assim as grandes performances de um elenco que deu o seu melhor para tornar esta história ainda mais impressionante. Começando por Felicity Jones, a protagonista e a “heroína” desta história e uma actriz que nunca me disse muito, devo dizer que não me desliguei por um segundo que fosse da sua performance doce, encantadora e poderosa. A forma como lidou com as dificuldades de Stephen e a forma como o ajudou a recuperar parte da vida que perdeu após o terrível diagnóstico são simplesmente fantásticas. No filme, Jane revela ser uma mulher forte, jovem e bem parecida que se apaixona por um dos estudantes mais brilhantes de Cambridge e que se torna a sua parceira de vida, acompanhando-o durante muito tempo e auxiliando-o a ultrapassar algumas das dificuldades. A mente brilhante de Stephen é representada no grande ecrã por Eddie Redmayne, que conseguiu impressionar-me pelo realismo e naturalidade da sua performance, impossível de deixar o espetador indiferente. Mesmo com o diagnóstico de esclerose múltipla, Stephen nunca desistiu dos estudos e da família e lutou com todas as forças pela sua felicidade, ao lado de uma mulher que nunca o abandonou, nem mesmo nas alturas mais dificeís. Ao juntar a simpatia de Jane com a coragem de Stephen, não há ninguém que consiga para este jovem casal de comover os espetadores. Juntos, Jane e Stephen possuem uma química cativante e interessante, capaz de reflectir a força do sentimento que os aproximou desde o início e que os permitiu lutar contra todas as adversidades.

Ainda que faltem momentos difíceis, A Teoria de Tudo acaba por ser uma bonita celebração do amor e da genialidade. Em vez de se focar nos detalhes da vida amorosa de Stephen e Jane, o filme reconhece as dificuldades que ambos passaram por e eleva a mente brilhante de Stephen ao mesmo tempo que captura a forma carinhosa como Jane agiu, estando sempre ao lado de um homem, contra tudo e todos. A Teoria de Tudo celebra os feitos académicos e pessoais de Stephen ao mesmo tempo que reconhece a influência de Jane em todo o processo, como mãe e como mulher. Para alguém que manteve desde o início as expectativas baixas, A Teoria de Tudo foi surpreendente, inspiracional e comovente, deixando uma grande mensagem sobre a importância do amor, da força e da dedicação e sobre o quão fácil é perder tudo aquilo que construímos com tanto esforço. Um filme emocionante, capaz de inspirar aqueles que apreciam boas histórias de amor e aqueles que trabalham no ramo das ciências. A Teoria de Tudo é então no fundo uma bonita homenagem que surpreendeu-me pela forma como contou uma história única sobre amor e dedicação.

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0 thoughts on “The Theory of Everything (2014)”

  • Este ano está cheio de “goodies”… este é o próximo da lista para mim. Confesso que nunca liguei muito à história pessoal de Stephen Hawking, mas quando vi o trailer senti-me inexplicavelmente atraída. E o que tenho ouvido do filme são só coisas boas. Há dias, também vi uma entrevista com a Jane. Ela veio cá dar uma sessão de autógrafos, e ela mencionou exactamente isso: que o livro tem partes mais negras que o filme não tem. É tal como disseste, o filme é uma celebração. E pelo que percebi tanto ela como o Stephen fartaram-se de chorar quando viram o filme pela primeira vez. Estou ansiosa por ver!

    PS: O teu site está muito fixe 😉 Keep it up!

    • Eu mencionei isso da paretes mais negras precisamente por ter estado presente na conferência de imprensa que a Jane deu 😉 Opá gosto sobretudo da bonita forma tudo foi tratado 🙂 Obrigado pelo elogio btw 🙂

  • Já vi o filme e também gostei imenso. Quem conhece a história sabe que Stephen e Jane acabaram por se divorciar em 1991 (Stephen acabou por casar com Elaine, a sua enfermeira), mas o engraçado é que pelo filme (e suponho que na realidade seja assim mesmo) reconhece-se uma grande amizade entre os dois, carinho e preocupação genuínos e, embora não fiquem juntos para sempre como casal, penso que devem ter ficado grandes amigos. Aliás, depois de tudo o que ultrapassaram juntos só pode ser assim.

    • Foi bastante interessante ter ouvido a própria Jane a falar da sua relação com o Stephen, depois de ver o filme, até porque se nota claramente o apreço que ela sente por um homem que amou verdadeiramente. Uma relação exemplar e bastante bonita que é homenageada e celebrada duma forma “fofinha” neste filme e que me deixou quase com lágrimas nos olhos perto do final. No final, acaba por ser uma grande lição de vida sobre apoiarmos aqueles que amamos mesmo quando as dificuldades apertam. Foi uma experiência verdadeiramente emocionante! Obrigado pelo comentário 😉

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