Jupiter Ascending (2015)

Jupiter Ascending (2015)

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  • Realizado por: Andy Wachowski, Lana Wachowski
  • Com: Mila Kunis, Channing Tatum, Eddie Redmayne
  • 127 Minutos
    • English: british-flag

Com aspectos interessantes ao longo da história, o grande problema na minha opinião está centrado em dois pontos principais: demasiados efeitos visuais que se tornam pouco apelativos e um romance desnecessário. Stinger, interpretado por Sean Bean, o Spoiler Humano, é um antigo militar que partilha uma história interessante com Caine, o cão e o herói de toda a trama, interpretado por Channing Tatum, que acaba por salvar Júpiter de todas as estranhas armadilhas em que esta se coloca. Forte e corajoso, Caine está pronto a proteger a vida de Júpiter a todo o custo e a redimir-se de um passado conturbado. O problema reside então nos dramas e ambições de Júpiter Jones que passa a vida a queixar-se e quando se vê no meio de uma fantástica aventura, é incapaz de demonstrar emoções, acabando por revelar-se apenas no fim do filme. Júpiter vive os sonhos do pai, o seu verdadeiro herói e partilha com Caine uma estranha relação que todos estão à espera. A Ascenção de Júpiter pode ser assim vista como a derradeira montanha-russa de emoções…

Depois de um longo período de espera dominado por fracas expectativas quanto ao regresso dos Wachowskis ao mundo do cinema, eis que chega por fim o filme às salas de cinema nacionais. Devo começar por dizer que A Ascenção de Júpiter é sem dúvida um projecto extravagante que tinha bons motivos para se tornar bem sucedido, a começar pela ideia iinteresasnte e complexa de tratar os humanos como animais de quinta usados por seres avançados que habitam no imenso universo para fins um tanto ou quanto peculiares. Os seres humanos são então vistos como uma droga rara que fornece a uma população consumidora o recurso mais importante numa sociedade capaz de tudo, o tempo. Basicamente somos postos num planeta e depois de um longo período de espera somos capturados numa Colheita. Mas mais uma vez, esta é a base de toda a história e, em vez de usarem isto numa forma interessante, os irmãos responsáveis pelo fantástico êxito Matrix, decidiram jogar pelo seguro ao criar um festival de efeitos visuais que deixa muitas questões por responder.

Primeiro, em apenas duas horas é realmente complicado compreender todo o Universo e toda a história sem que permaneçam algumas dúvidas. Ainda que muitas das coisas sejam explicadas ao longo do filme, existem sempre aqueles detalhes interessantes que poderiam ter sido explicados doutra forma, porque no final ninguém tem interesse no romance que se desenvolve ao longo do filme. Basicamente, A Asenção de Júpiter é a história da poderosa família Abrasax, herdeira de uma imensa vastidão de planetas e de Júpiter Jones, uma rapariga que nasceu numa noite especial e que é no fim de contas dona do nosso planeta. Ao criar vida e ao dizimá-la em extinções em massa, os irmãos Abrasax vão aos poucos construíndo uma vasta fortuna. Os três irmãos, Balem, Kalique e Titus, herdeiros de diversos planetas lutam então pela Terra pelos recursos que esta apresenta.No final, o que importa é que todos os membros da família apenas se preocupam com a sua riqueza e os seus planos para capturar Júpiter consistem apenas em jogadas para conseguirem tomar posse de um planeta valioso em termos económicos. Asso, temos os temíveis e poderosos irmãos de um lado, dominados por Balem. Balem é o típico mau da fita interpretado pelo actor que está nas bocas do mundo, Eddie Redmayne, e é o mais poderoso dos irmãos, controlando um vasto exército de lagartos e de criaturas mágicas.

Quando o filme começou a captar a minha atenção, quase que arruinava tudo com um romance desnecessário e que está lá apenas para encher na minha opinião. Existe então um lado curioso e interessante de uma história complexa e um lado mais desapontante de um pobre romance seguido de sequências de efeitos visuais bastante exageradas. Assim, o filme perde o seu impacto, culminando num final semelhante ao de Homem de Aço, em que ansiamos desesperadamente por um fim. No entanto, as falhas por mim relatadas acabam por ser fruto de uma pobre dedicação a algo que tinha o potencial para agradar um pouco mais, acabando por deixar os irmãos Wachowski longe de um êxito. O filme acaba por parecer um gigantesco festival de efeitos visuais, falhando na maioria dos aspectos importantes, mas é no entanto, capaz de entreter os espetadores. Sem dúvida dirigido a um público mais jovem, A Ascenção de Júpiter é um filme que tenta ser complexo e interessante, tendo o potencial para isso, mas que perde ao falhar em apresentar algo que o distinga de um filme destinado apenas a entreter.

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