Inherent Vice (2014)

Inherent Vice (2014)

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  • Realizado por: Paul Thomas Anderson
  • Com: Joaquin Phoenix, Josh Brolin, Owen Wilson
  • 148 Minutos
  • English: british-flag

Enquanto via o novo filme de Paul Thomas Anderson, Vício Intrínseco, devo confessar que era impossível não reparar em toda a espetacularidade da trama… Uma história muito peculiar com personagens fascinantes que captaram a minha atenção desde o início, mantendo sempre um ritmo muito característico e um desenvolvimento interessante… Com um elenco que incluí grandes nomes como Joaquin Phoenix, Josh Brolin, Owen Wilson e a nomeada aos Óscares dete ano Reese Witherspoon, o filme é preenchido com uma energia fácil de absorver a combina grandes interpretações com uma história no mínimo surpreendente. Vício Intrínseco foi provavelmente a maior surpresa do ano ao ser um filme poderoso que capta o estilo dos anos 70 do ponto de vista de um viciado em erva.

Vício Intrínseco é caracterizado por um enredo pouco convencional em que as coisas mais inacreditáveis acontecem e em que toda acção se centra num detective privado viciado em erva, que captura um pouco do estilo hippie, de nome Larry Sportello (Joaquin Phoenix) mas mais conhecido por Doc. O detective californiano é confrontado pela sua ex-namorada Shasta Fay Hempworth (Katherine Waterston) com uma estranha situação que colocava o seu namorado actual Mickey Wolfman no centro de uma ameaça montada pela sua mulher e pelo amante desta. Doc acaba por aceitar ajudar Shasta e vê-se no meio de uma aventura para encontrar Wolfman. Contudo, o que parecia ser um trabalho normal acaba por ser uma história de crime pouco usual. Enquanto Doc procura Wolfman, peças importantes do mistério acabam por desaparecer, incluíndo Shasta e um homem que se assumia estar morto. Doc conhece uma série de personagens únicas que se envolvem num mistério cujo desfecho é guardado para o final e que coloca o detective no radar do detective da polícia de Los Angeles Christian Bjornsen, conhecido como Bigfoot (Josh Brolin), que está constantemente à espera de um passo em falso de Doc que o faça prendê-lo.

Devo desde já admitir que é quase impossível descobrir a forma única como Paul Thomas combinou tantos detalhes de um livro cujo autor é conhecido por criar histórias peculiares que exigem um pouco mais de atenção para que sejam compreendidas. A forma como tudo está ligado sem haver um pingo de previsibilidade deixou-me de boca aberta. Existem momentos hilariantes, momentos para reflectir e diálogos fantásticos que tornam este filme numa experiência genial. Paul Thomas Anderson demonstra um estilo muito próprio numa história épica sobre um homem que tinha bastantes falhas mas que fazia tudo pelos seus amigos . Doc acaba por ser o centro de tudo, o espírito da história, com uma atitude de mauzão combinada com breves momentos de locura que são tanto imprevísiveis como cómicos. Ao ser obcecado pela sua ex-namorada, embarca numa aventura que o coloca em territórios perigosos enquanto investiga o homem mais procurado do momento. Sempre no meio da confusão e com Bigfoot a observer cuidadosamente todos os seus movimentos, Doc procura uma verdade que o coloca no meio de um esquema brilhante relacionado com Wolfman. Bigfoot é como que um polícia sem emoções e uma lenda na polícia que odeia hippies como Doc. No final, estas duas personagens incompatíveis juntam-se numa missão que os torna numa equipa funcional mas nada usual.

As drogas são uma constant presence na história, quer pelo vício de Doc ou mesmo pelo enredo em si, cujo estilo capta perfeitamente o ambiente incontrolável dos anos 70. A nível técnico, é claro que Vício Intrínseco foi feito para ser visto como um regresso àquela época porque todas as situações e toda a história cabem perfeitamente nesta. Temos o guarda-roupa característico, sempre com um estilo desajeitado, uma banda-sonora que se adequa perfeitamente ao ritmo e à energia do filme e uma série de pequenos detalhes que são marcantes pela originalidade. Com tudo isto, o filme capta a atenção do espetador eficazmente numa combinação de violência e comédia nas proporções certas, que me fez rir histéricamente em certos momentos. Paul Thomas Anderson é assim responsável por uma das melhores adaptações do ano que surpreende pelas interpretações de um grande elenco e por uma história em que o inesperado predomina. Vício Intrínseco consegue ser sério e hilariante ao mesmo tempo, tornando-se num filme repleto estilo e atitude. Constantemente a melhorar e sem mostrar qualquer sinal de fraqueza, Vício Intrínseco é um filme fantástico que consegue entreter os espectadores mais exigentes e que acaba por ser uma experiência no mínimo memorável que desejo repetir o quanto antes.

stars_5

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