The Divergent Series: Insurgent (2015)

The Divergent Series: Insurgent (2015)

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  • Realizado por: Robert Schwentke
  • Com: Shailene Woodley, Theo James, Miles Teller, Kate Winslet
  • 119 Minutos
    • English: british-flag

O Segundo capítulo da saga Divergente, Insurgente, traz de volta ao ecrã o mundo distópico  criado por Veronica Roth, no qual as pessoas são divididas em facções de acordo com a sua personalidade, com o objectivo de manter a ordem social. Aqueles cuja personalidade é adequada a mais de uma facção são os divergentes e são considerados perigosos para a sociedade. Assim, Insurgente continua a história apartir dos eventos que tiveram lugar após a derrota de Jeanine contra Tris e Quatro num filme recheado de acção, um pouco mais agradável que o primeiro capítulo. Realizado por Robert Schwentke, Insrugente conta com Shailene Woodley, Theo James, Miles Teller e Kate Winslet nos papéis principais.

Após confronter Jeanine e após deixar tudo para trás com Four, Peter, Caleb e Marcus, os pesadelos de Tris começam a desafiar a sua própria natureza. Perdida, confusa e constantemente a ver-se como um verdadeiro perigo para todos aqueles que lhe eram importantes, Tris procura fazer o seu melhor para manter todos a salvo. Mas quando Jeanine começa a procura de um divergente capaz de abrir uma antiga caixa que contém uma mensagem dos fundadores, Tris tem de lutar pela sua vida e contra os seus próprios demónios que a assombram constantemente.

Enquanto o primeiro capítulo foi dedicado a introduzir a realidade distópica numa história que é claramente mais focada na introdução de personagens e relacionamentos, Insurgente tem um ritmo mais rápido e está constantemente a tentar surpreender os seus espectadores com sequências de ação emocionantes. No entanto, senti durante todo o filme que faltava alguma coisa… Enquanto Divergente captou a minha a minha curiosidade, Insurgente acabou por servir apenas para continuar a história, adicionando pouco potencial à saga. Por outras palavras, o que estou a tentar dizer é que esperava um enredo mais satisfatório do que o que foi apresentado, pois a maior parte da atenção é dada à relação entre Tris e Quatro. No entanto, mesmo faltando algum conteúdo na história, devo dizer que algumas das perguntas deixadas no ar durante o filme anterior foram respondidas com este capítulo mais dedicado à guerra entre rebeldes e Jeanine. Para os fãs da série, o filme tem várias diferenças em relação ao romance de Roth e a maioria destas ocorrem na segunda parte da trama. No filme, Tris está constantemente a lidar com os seus medos e pesadelos, enquanto as pessoas confrontam-na com os terríveis acontecimentos que tiveram lugar nos momentos finais de Divergente… Com tantos obstáculos no meio, Tris tem de se perdoar a si mesma antes de reunir forças para derrotar a mulher que mais odeia. Por estas razões, devo dizer que o desempenho de Shailene Woodley acabou por ser bastante agradável, ao mostrar um lado mais emocional e devastador da personagem que é, basicamente, a heroína da série, juntamente com Quatro. Tris é corajosa, poderosa e protectora e quando comparada com Quatro, é uma personagem mais complexa que se desenvolve ao longo do filme, enquanto passa por desafios muito difíceis. Como personagem principal, devo dizer que a presença de Quatro é um pouco fraca quando comparada com o resto do elenco. Theo James dá o seu melhor ao interpretar uma personagem que não deixa espaço para a imaginação e entusiasmo. Quatro é, basicamente, o homem forte do filme que tem várias falhas a nível emocional. Miles Teller foi provavelmente o actor que mais me impressionou com uma personagem muito difícil de descrever que não pertence a qualquer um dos lados da guerra. Miles é um ator carismático e talentoso que acrescenta algo agradável a um filme que cai no cliché e na previsibilidade em diversos momentos.

Ao ver Insurgente, a previsibilidade é algo que predomina durante todo o filme e torna-se desafiador para o espectador sentir-se surpreendido com o enredo. Bem, na verdade há um momento que me deixou de boca aberta durante vários minutos, mas era tão estranho e incoerente que ainda não tenho a certeza sobre o que achar. A química entre Tris e Quatro não é convicente no filme, tornando o seu relacionamento um pouco inútil para toda a trama e só funciona quando Tris está com pesadelos ou a passar por dificuldades. O duo romântico de heróis é basicamente desinteressante quando colocado num enredo sobre guerra e rebelião … Como um filme de ação, Insurgente funciona bem com grandes sequências e efeitos visuais. Algumas personagens adicionam substância à história, mas o filme está repleto de traições e chichés, tornando-se nada mais do que apenas um filme de ação adequado para um público mais jovem. Ainda que Insurgente falhe em ser  eficaz no lado emocional, devo admitir que achei o filme bastante agradável e empolgante… A realidade distópica que não acrescenta nada ao género, mas o elenco repleto de grandes estrelas de Hollywood torna tudo um pouco melhor. Claramente direccionado para um público mais jovem, falta a emoção e a substância necessárias ao género. Insurgente é um filme repleto de acção que aproveita o impacto e o potencial do primeiro filme e que tenta surpreender os fãs com uma história difrente daquela que é contada no romance de Roth.

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