Crítica | Chama-me pelo teu Nome (2017)

Crítica | Chama-me pelo teu Nome (2017)

  • De: Luca Guadagnino
  • Com: Armie Hammer, Timothée Chamalet, Michael Stuhlbarg
  • 2h12min

(…) Chama-me pelo teu Nome não é apenas um filme bonito e sincero, é um romance corajoso e puro que apela ao nosso lado mais humano.

Foi no ano passado que tive a minha primeira experiência de Luca Guadagnino, perante o curioso Mergulho Profundo, um relato vivo e apaixonante com um estilo que emana sensualidade e prazer com uma fotografia apelativa e personagens e relações repletas de desejo e afecto que dão toda uma outra dimensão a uma história no mínimo invulgar. Ora este ano, o realizador italiano decide fechar a sua trilogia DESEJO com aquele que é muito provavelmente o romance do ano, Chama-me Pelo Teu Nome. Digo isto por três motivos que se destacam logo à partida, o afecto entre os protagonistas Armie Hammer e Timothée Chamalet, o crescimento da personagem interpretada pelo segundo que se traduz num inesperado Comming-of-age e a mensagem de amor, pureza e afecto que transparece durante toda a experiência.

Para uma história relativamente simples, o aspecto genial e marcante de todo o filme é a forma subtil, simples, sensual e bonita como a acção decorre, as personagens se relacionam e todo o calor e afecto se transparece por pequenos gestos, olhares e momentos que facilmente inspiram e confortam o espectador. Luca Guadagnino traz-nos a história de Elio (Timothée Chamalet), um jovem de 17 anos a passar um Verão quente em Itália com a família e de Oliver (Armie Hammer), um homem norte-americano de visita para ajudar a família de Elio num projecto importante do pai deste. Surge daqui uma relação delicada, contagiante pela forma como ambos partilham e expressam as suas ideias e opiniões cultas, suportadas por breves momentos de carinho e afecto que transmitem uma naturalidade e um desejo tais, capazes de emocionar e cativar o espectador.

Resultado de imagem para call me by your name

E a juntar a duas interpretações comoventes, sobretudo a revelação de Timothée que brilha com uma personalidade forte e bem definida naquela que é também a história de um jovem quase em fase adulta, temos a forma como o amor desabrocha, como ambos se vão conhecendo e como o mundo à sua volta gira, sobretudo pela relação com amigos, familiares e breves conquistas. Depressa vemos uma história simples dominada por uma representação única do desejo e da atracção entre Elio e Oliver, com uma marca afectiva muito pessoal e natural que se transparece nos diálogos e na bonita mensagem que é fruto de uma relação pura entre pais e filho.

Por tudo isto, Chama-me pelo teu Nome é uma experiência sensorial, uma história de vida, importante e com uma forte mensagem a reflectir sobre, que mostra o que existe de belo e puro no amor, sem preconceitos nem devaneios. Um retrato corajoso de um amor platónico e de uma atracção natural que, com uma grande relevância para uma actualidade que é vivida de forma apressada e algo superficial. Visualmente apelativo, com uma história simples e um romance emotivo entre duas personagens de certa forma fascinantes, Chama-me pelo teu Nome não é apenas um filme bonito e sincero, é um romance corajoso e puro que apela ao nosso lado mais humano.

 



2 thoughts on “Crítica | Chama-me pelo teu Nome (2017)”

  • Este filme surpreendeu-me bastante pela positiva. A interpretação de Timothée Chamale como Elio está divinal. “Chama-me pelo teu nome” é um filme que parece poesia.

    • É verdade sim senhora 🙂 uma interpretação muito bem conseguida e absolutamente deliciosa e o filme é encantador! Gostei imenso 🙂

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *