Crítica | The Nun – A Freira Maldita (2018)

Crítica | The Nun – A Freira Maldita (2018)
  • De: Corin Hardy
  • Com: Taissa Farmiga, Demian Bichir, Jonas Bloquet
  •  1h36min
1.5/5

The Nun – A Freira Maldita deixa assim muito a desejar, sobretudo depois de uma campanha de marketing exaustiva e exagerada por todos os meios, e de algumas expectativas que se geraram sobretudo depois da inesperada sequela de Annabelle.

No mesmo universo cinematográfico de um dos maiores franchises de Terror dos últimos anos, baseado nas estranhas histórias de casos paranormais do casal Ed e Lorraine Warren, The Conjuring, chega-nos uma história à parte, centrada numa das personagens mais marcantes do segundo filme, uma freira demoníaca que se tornou numa espécie de ícone. A imponência e o medo suscitados pela forma como a personagem foi construída tornaram a freira no elemento mais peculiar da saga, numa espécie de Annabelle em ponto grande. Contribuiu para isto o mistério e a curiosidade da altura. Isto tudo para dizer que num universo dominado por possessões demoníacas, com uma atenção enorme aos detalhes mais curiosos e peculiares e com um jogo de efeitos visuais e sonoros que promove valentes sustos, The Nun – A Freira Maldita foi apenas e só uma brilhante jogada de marketing.

Não sei se foi pela falta de factor novidade, pelo excesso da campanha de marketing ou simplesmente pela história facilmente esquecível e nada adequada à personagem principal… Grande parte do filme é passado numa Abadia antiga que esconde um segredo demoníaco, onde investigadores enviados pelo Vaticano são envolvidos num jogo do gato e do rato a fugir da freira pelos corredores. Não há aqui qualquer prazer, nem propriamente sustos eficazes, uma vez que a imponência da freira é reduzida ao ridículo na história, o que causa algum desânimo sobretudo depois do último spin-off de Annabelle ter mostrado criatividade e uma nova lufada de ar fresco ao franchise. Tudo isto desapareceu num puff, reduzindo o franchise um tom mais pobre e mais aborrecido.

The Nun - Still 1

Não há aqui um grande impacto, nem mesmo nos momentos em que a narrativa procura chocar ou assustar. Vê-se uma história mais pobre e sem a peculiaridade de alguns dos outros filmes do franchise, aliada à desilusão da forma pouco eficaz como foi dada atenção a uma personagem mais icónica, que é a peça-chave deste filme. O que sobressai em The Nun – A Freira Maldita é semelhante ao que sobressaiu na sequela de The Conjuring, uma personagem algo mítica e aterradora, cuja concepção cultiva um certo fascínio quase imediato, mas sem o impacto que teve na primeira aparição.

The Nun – A Freira Maldita deixa assim muito a desejar, sobretudo depois de uma campanha de marketing exaustiva e exagerada por todos os meios, e de algumas expectativas que se geraram sobretudo depois da inesperada sequela de Annabelle. Este é um filme apressado, com uma narrativa pobre e sem grande interesse, que procura jogar apenas com efeitos sonoros e visuais, sem se preocupar com as personagens ou com o impacto da história, reduzindo o pesadelo a uma mera sucessão de sustos pouco ou nada eficazes, que no final de traduz num capítulo esquecível.



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