MOTELX 2018 | Entrevista “Moscatro” com Patrícia Maciel

MOTELX 2018 | Entrevista “Moscatro” com Patrícia Maciel

Prémio MOTELX Melhor Curta Portuguesa 2018

Moscatro

Patrícia Maciel, 2018

MoscatroPoster

O mundo visto através dos olhos de Ana Lara. Entre a doença, manipulação e amor, Ana Lara vive confrontando-se com a sua própria fuga.

O Prémio MOTELX Melhor Curta Portuguesa 2018 vê em “Moscatro” uma narrativa baseada em factos reais que promete transportar o espectador para uma experiência intensa e “real”, através de uma promissora interpretação da actriz Soraia Chaves. Patrícia Maciel, a realizadora do filme partilhou com o Panda’s Choice um pouco sobre aquilo que podemos esperar desta curta.

Como foi esta jornada até ao MOTELX? Algum momento marcante que queiras destacar?

Não sei precisar um momento. Mas todo o percurso foi um processo de aprendizagem e crescimento muito grande. Toda a equipa trabalhou arduamente e sem receber um tostão. Houve também muitas mais pessoas envolvidas que fizeram com que o filme ganhasse vida e às quais só tenho de agradecer.
Estou muito feliz e orgulhosa com o resultado. E muito grata ao MOTELX por ter seleccionado o Moscatro.

Qual é o teu filme de Terror de eleição? E porquê?

The Shining, do Kubrick. Do princípio ao fim ficamos colados ao ecrã. As personagens, os diálogos, o som, a fotografia. Todo o ambiente do filme é absolutamente genial. O Kubrick era genial.

O que nos podes dizer sobre “Moscatro? O que podemos esperar desta curta? E já agora, existe algum simbolismo por trás do título?

Esta curta é parte de uma história que tenho vindo a desenvolver. Sobre uma mulher que sofre de esquizofrenia e é inspirada em factos verídicos.
Moscatro é uma palavra que não existe. Pareceu-me por bem criar uma palavra que simboliza uma realidade que é única. Pertence apenas a esta personagem.
O que podem esperar não sei. Prefiro que vejam e a partir daí outras perguntas podem surgir. Mas acho que como qualquer obra de arte, pode ter várias interpretações e as pessoas podem gostar ou não e isso não me incomoda. Muito pelo contrário.
Mas o meu maior desejo é que sintam qualquer coisa, seja o que for.

É uma história centrada numa personagem apenas, que parece mergulhar numa espiral profunda e psicológica. Como foi trabalhar com Soraia Chaves e de onde surgiu a inspiração para o filme?

Trabalhar com a Soraia é maravilhoso. É uma actriz fantástica. Inteligente, sensível e com uma enorme vontade de explorar. Por exemplo, no início de todo o processo fizemos aulas de corpo e movimento com a Sofia Neuparth, no c.e.m, de onde surgiram movimentos e acções que a Soraia usou para a personagem.
O processo de criação da Ana Lara foi muito interessante. E divertimo-nos imenso com isso. Somos amigas há muitos anos e trabalharmos juntas foi um desejo que ganhou, finalmente, forma.

O que é que para ti não pode faltar num filme de Terror?

Num filme de terror ou em qualquer outro género, preciso de sentir alguma coisa. Medo, alegria, tristeza, raiva, não importa. Preciso de sentir.

É a tua primeira vez no MOTELX? O que estás à espera desta edição? De algum filme em particular?

É a primeira vez no festival sem ser apenas como espectadora e quero ver o maior número de filmes possível.

Exibições:

  • Quinta-feira, 6 Setembro 2018 às 21h20, Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira
  • Sexta-feira, 7 Setembro 2018 às 13h05, Cinema São Jorge – Sala 3

 



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