MOTELX 2018 | Entrevista “A Estranha Casa na Bruma” com Guilherme Daniel

MOTELX 2018 | Entrevista “A Estranha Casa na Bruma” com Guilherme Daniel

Prémio MOTELX Melhor Curta Portuguesa 2018

A Estranha Casa na Bruma

Guilherme Daniel, 2018

EstranhaCasa2018Poster

Um peregrino perdido encontra uma estranha casa à beira do abismo e o seu misterioso ocupante.

Começamos hoje a nossa viagem pelo Prémio MOTELX Melhor Curta Portuguesa 2018, com Guilherme Daniel, o homem por trás de “A Estranha Casa na Bruma”, que vê nesta edição uma continuação da sua jornada pelo festival, que iniciou em 2014, desta vez como realizador.

O que nos podes dizer sobre ti?

Trabalho em Cinema desde 2012, na área de Imagem. Também desde essa altura que escrevo e produzo curtas-metragens com regularidade, em conjunto com a Raquel Santos (Directora de Arte do filme), e com a intenção de evoluirmos nas nossas áreas, nos desafiarmos e tirarmos algumas ideias da cabeça.

Como foi esta jornada até ao MOTELX? Algum momento marcante que queiras destacar?

É uma jornada que já vai longa – é o nosso quarto filme no festival. Em 2014 e 2015 estivemos com as curtas “Maria” e “Ermida”, escritas por mim e realizadas pelos nossos amigos Joana Viegas e Vasco Esteves, respectivamente. O ano passado a curta “Depois do Silêncio” mereceu uma Menção Honrosa do Júri. E é uma jornada que não termina no MOTELx 2018, entretanto estamos já a começar a pensar no que é que podemos fazer para o ano. Normalmente cada iteração começa com uma pergunta que eu faço à Raquel e que a faz revirar os olhos – neste caso “Achas que conseguíamos construir uma casa à beira de uma falésia..?”. Depois disso somos sortudos o suficiente para ter colegas que alinham connosco nestas aventuras.

Qual é o teu filme de Terror de eleição? E porquê?

O primeiro que vem à cabeça é “O Exorcista”. Vi-o quando era miúdo, e deu-me pesadelos durante anos. Mais tarde revi e percebi que para além da componente assustadora o filme tem um subtexto bem desenvolvido e uma realização de excelência. Em geral filmes de terror com uma componente religiosa funcionam bem para mim, e é uma temática que também está muito presente nas curtas que escrevo.

O que nos podes dizer sobre “A Estranha Casa na Bruma”? O que podemos esperar desta curta? O que existe de estranho nesta casa?

Esta é uma pequena casa que está situada à beira de uma falésia, e cuja porta dá directamente para o abismo. Este elemento de mistério permeia todo o filme, e guia a jornada da personagem principal e do espectador.

De onde surgiu a inspiração para o filme? O que achas que vai saltar mais à vista para o público, enquanto acompanha a história do peregrino?

O argumento é uma adaptação de um conto de H.P. Lovecraft, “The Strange High House in the Mist”, que tem uma ambiência que eu achei interessante e que poderia adaptar. Não gosto de muito de falar sobre o filme antes dele ser visto, mas ele revolve muito em torno do peregrino, que é interpretado pelo fantástico Daniel Viana.

O que é que para ti não pode faltar num filme de Terror?

Subtexto. É o que separa um filme olvidável de uma obra completa que explora todas as possibilidades do meio cinematográfico, que não só conta uma história mas também levanta questões.

É a tua primeira vez no MOTELX? O que estás à espera desta edição? De algum filme em particular?

Já acompanhamos o MOTELx desde os seus primórdios. Ainda não tive oportunidade de explorar a programação a fundo, mas pelo menos o warm-up vai ser forte. Estou também muito interessado em ver o “Mandy” – Nicholas Cage losing his shit é sempre de valor.

Exibições:

  • Sexta-feira, 7 Setembro 2018 às 21h30, Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira
  • Domingo, 9 Setembro 2018 às 13h00, Cinema São Jorge – Sala 3

 



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