Crítica / MOTELX | Anna and the Apocalypse (2018)

Crítica / MOTELX | Anna and the Apocalypse (2018)
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5-STARS

Um autêntico festival de música, cor e diversão.
A harmonia entre o musical, a comédia e o terror, fazem deste Anna and the Apocalypse uma experiência inesquecível (…) que retrata os desafios e dilemas da adolescência de uma forma épica e verdadeiramente cativante.

Um autêntico festival de música, cor, diversão e… zombies. Anna and the Apocalypse é um coming-of-age sobre Anna (Ella Hunt), uma adolescente de 17 anos, a experienciar o último ano de secundário, na preparação para a vida adulta, que acorda um dia e descobre que a sua cidade está repleta de zombies. E é fantástico ver tudo a ganhar vida no grande ecrã, a comédia, o drama e o terror. Tudo em harmonia, num tom alegre e colorido, típico da quadra Natalícia. As músicas são utilizadas para expressar as emoções, os receios e as ambições das personagens, num estilo diferente do típico musical. Não, o filme não é todo cantado, pelo que as músicas funcionam quase como um elemento acessório à história. Uma forma mais criativa, e que acaba por construir o tom do filme, de explorar as personagens ao longo da história.

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Mas o mais interessante é mesmo a forma como todos os elementos funcionam de forma harmoniosa e calculada. A construção das personagens é feita de forma a levar o espetador a torcer por estas durante o filme. São sobretudo adolescentes e familiares num ano de mudança. De início, o coming-of-age une-se com uma espécie de High School Musical, e de repente quando damos conta, a história vai-se tornando gradualmente mais obscura, não com a entrada imediata dos zombies em cena, mas sim quando começamos a perder as personagens que mais gostamos. Há medida que o filme se aproxima do sub-género dos zombies, as temáticas mais negras desabrocham, o tom colorido do filme tende a tornar-se mais escuro e as sequências de acção intensas causam um impacto inesperado fruto da empatia que o filme consegue cultivar no espetador.

Tudo isto fruto de um grande elenco, com um destaque especial para a actriz principal, Ella Hunt, que consegue conduzir o espetador de forma cativante, e para Paul Kaye, que interpreta o director da escola, uma das personagens mais peculiares do filme. A harmonia entre o musical, a comédia e o terror, fazem deste Anna and the Apocalypse uma experiência inesquecível, que nos trás à memória a euforia e a comédia de Shaun of the Dead, de Edgar Wright, e que retrata os desafios e dilemas da adolescência de uma forma épica e verdadeiramente cativante. É como ver magia a acontecer no grande ecrã!



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