MOTELX 2018 | Entrevista a João Monteiro

MOTELX 2018 | Entrevista a João Monteiro

MOTELX-Directors
João Monteiro e Pedro Souto – Directores do festival MOTELX

 

A propósito do arranque da 12ª edição do MOTELX, na terça-feira, dia 4 de Setembro, o Panda’s Choice fez uma série de perguntas a João Monteiro, um dos diretores do festival, para falar sobre a história e a essência do MOTELX, mas também do que está reservado para esta edição.

Para um festival a celebrar a sua 12ª edição, já devem ser muitos os momentos que vos marcaram na organização do MOTELX. Que momento consideram demonstrar a essência do festival? Qual foi o momento mais marcante ao longo de todas as edições? O que é que para vocês define a essência do MOTELX?

Cada edição teve o seu momento e é difícil escolher um porque o impacto é diferente em cada membro da organização. As primeiras edições são sempre as mais intensas porque não há referências, nem experiência, por isso, acaba por ser uma aventura maior e mais pessoal. Mas a essência do festival define-se pelo conceito de estadia curta e experiência intensa, com foco na formação pedagógica e na divulgação de cinema nacional.

De todos os filmes que exibiram, quais foram aqueles que mais vos marcaram?  E convidados?

São muitas mesmo, desde o regresso do Zé do Caixão até o “Suspiria” apresentado pelo Dario Argento, “O Massacre no Texas” com o Tobe Hooper, “Survival of the Dead” com George Romero ou “El Topo” com Alejandro Jodorowsky.

O que vos dá mais gozo e entusiasmo na organização de um festival uma dimensão e reconhecimento notáveis? 

Creio que ir trabalhando ideias e ver as coisas comporem-se de uma maneira natural é algo que ainda dá muito gozo. E depois poder usufruir de espaços míticos como o São Jorge ou o Tivoli, nos quais vimos tantos filmes na infância e adolescência é algo que não tem preço.

Como tem sido, para vocês, o crescimento do festival ao longo de tantas edições?

Tem sido sustentado mercê da recusa em sairmos dos limites do São Jorge, melhorando ano após ano este formato.

O que esperam da edição deste ano? Há mais cinema comercial, mais curtas e duas longas em competição. Isto faz parte dos planos para o futuro do festival?

Esperamos que corra como tem corrido até agora. Esta edição reveste-se de um carácter histórico porque vamos fazer a estreia mundial de duas longas-metragens portuguesas, algo com que sonhavamos pelo sucesso da competição de curtas mas que não esperássemos que acontecesse ao 3º ano do prémio de longas. “Inner Ghosts” e “Mutant Blast” são o resultado de uma década de apoio à produção de terror português. E esperamos que se possa criar uma regularidade de estreias de filmes nacionais todos os anos.

E a nível das competições, o prémio de curtas nacionais, tem trazido ao festival uma série de títulos diversificados e de qualidade que espelham o trabalho árduo e a dedicação destas produções, muitas delas trabalhos de final de curso com grande potencial. O que podemos esperar das curtas deste ano?

Este temos 12 curtas a concurso, o que há muito não acontecia. Mais uma vez há muita variedade temática e estilística, desde animações a assombrações, e a particularidade de haver 3 realizadoras a concurso, outro facto inédito na história do prémio de curtas.



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