Crítica | Mamma Mia! Here We Go Again (2018)

Crítica | Mamma Mia! Here We Go Again (2018)

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  • De: Ol Parker
  • Com: Lily James, Meryl Streep, Amanda Seyfried
  • 1h54min

É uma sequela agradável, com uma história que, mesmo oferecer nada de novo, consegue ser eficaz e cativar o espetador com a magia dos ABBA e alguma da energia que tornou o primeiro filme num estrondoso êxito.

★★★½

E eis que o estrondoso sucesso de Mamma Mia! que levou o filme original a ser exibido múltiplas semanas com sessões cheias de famílias e fãs, e sessões especiais de karaoke, deu origem a um novo rebento, dez anos depois. Um filme que pega na fórmula do antecessor e que atribuí uma espécie de desfecho, que não era de todo necessário, às personagens que conhecemos naquela ilha paradísiaca. Uma pitada de falshbacks pelo meio, umas quantas músicas novas e algumas repetições, o encanto do trio maravilha (Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård e Colin Firth) e a magia e o impacto visual de todo o espetáculo, ligados pela sensação de nostalgia, é o que esta sequela oferece. E mesmo sem o factor novidade, é impossível não ficar minimamente contagiado com a animação e o encanto de Mamma Mia! Here We Go Again.

Para lá do desfecho das personagens que conhecemos no filme original, é fantástico ver como as músicas dos ABBA perduram no nosso imaginário e se interligam de forma harmoniosa com coreografias e uma fotografia apelativa, que joga com o cenário paradisíaco da ilha grega e com o próprio enredo para criar uma espécie de sonho. O enredo é o cruzamento de dois mundos, Sophie e Sky (Amanda Seyfried e Dominic Cooper) decidem investir tudo na construção de um magnífico hotel na ilha, o grande sonho de Donna (Meryl Streep), e estão nos últimos preparativos para um grande festa de inauguração. E é a partir daqui que mergulhamos bem fundo num regresso ao passado para visitar a Donna adolescente rebelde e sonhadora, interpretada pela jovem Lily James, e os seus encontros e aventuras que conduziram anos mais tarde ao filme que todos conhecemos. É assim uma espécie de cruzamento de gerações e de vivências que junta um elenco jovem ao charme dos da velha guarda. Por um lado é sempre bom ver a forma como Brosnan, Skarsgård e Firth continuam a encarar a celebração deste projecto, ambos descontraídos e mantendo o carisma de sempre, e por outro é impossível não ficar entusiasmado com o crescimento de Lily James, que deu aqui um salto bem alto, com uma interpretação cheia de sentimento e alegria, que encaixou na perfeição na personagem que interpreta (sem esquecer todo o potencial mais técnico da performance no musical). A forma como todos se dedicam ao projecto é o que lhe dá força e ao mesmo tempo o que contagia o espetador, enquanto assiste a um autêntico festival com uma energia incrível.

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A música é aqui, mais uma vez, o factor central e a cola que une toda uma história que é, no final de contas, a interpretação visual de tantos êxitos dos ABBA, e apesar de algumas repetições pelo meio, houve espaço para surpresas e momentos muito agradáveis que contribuiram para a boa disposição geral do filme. De destacar também a presença simpática de Cher e Andy Garcia, que complementam assim um elenco que é uma autêntica reunião de nomes de peso. Apesar de o conceito ser repetido e de não haver a necessidade de um desfecho para a história (pelo menos olhando para o filme original), o cruzamento entre passado e presente criou aqui uma história agradável, sentida e com muita energia e boa disposição, que se destaca mais uma vez também nas coreografias e no ambiente paradisíaco que nos envolve. Saí surpreendido com a interpretação de Lily James, à altura de Meryl Streep no filme original, com a alegria contagiante e a energia carregada por Donna, e fiquei ligeiramente comovido com a história, faltando apenas um factor diferenciador para proporcionar uma experiência memorável. É contudo uma sequela agradável, com uma história que, mesmo oferecer nada de novo, consegue ser eficaz e cativar o espetador com a magia dos ABBA e alguma da energia que tornou o primeiro filme num estrondoso êxito.



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