Crítica | Jogo da Apanhada (2018)

Crítica | Jogo da Apanhada (2018)

TAG-POSTER

  • De: Jeff Tomsic
  • Com: Jeremy Renner, Ed Helms, Jake Johnson
  • Duração: 1h41min

Para uma boa dose de diversão instantânea, Jogo da Apanhada é uma aposta segura, sem grandes riscos nem devaneios. Uma comédia que assenta que nem uma luva na silly season e que nos traz um enredo de caras conhecidas que partilham uma amizade única que vive através de um jogo da apanhada que dura desde a escola primária.

 

 

Para uma boa dose de diversão instantânea, Jogo da Apanhada é uma aposta segura, sem grandes riscos nem devaneios. Uma comédia que assenta que nem uma luva na silly season e que nos traz um enredo de caras conhecidas que partilham uma amizade única que vive através de um jogo da apanhada que dura desde a escola primária. Autênticos amigos para a vida, todos os anos, durante o mês de maio, encontram-se para um jogo da apanhada que coloca em risco a carreira, a vida e as restantes relações só pelo simples prazer de conseguirem apanhar-se uns aos outros. E esta é a história do ano em que os velhos amigos se reúnem para apanhar o único jogador imbatível (Jeremy Renner a dar vida a uma espécie de Gavião Arqueiro com poderes sobre-humanos capaz de detectar qualquer ameaça ao seu recorde imbatível), que se prepara para celebrar o seu casamento.

TAG-1

E desta premissa surge uma comédia sobre camaradagem que segue ao limite a máxima de crianças para a vida, e que tira partido de um “cenário de guerra” quando os amigos se unem para apanhar, de uma vez por todas, Jerry, o amigo imbatível que parece ter uma espécie de dom para se esquivar e se livrar de ataques calculados e elaborados. Uma espécie de vilão/tesouro que é o alvo e o centro das atenções de uma história que adquire contornos algo imprevisíveis à medida que progride. E digo isto, porque o espírito de camaradagem e esta história de um jogo da apanhada interminável consegue cumprir com as expectativas de oferecer uma boa dose de entretenimento, ao mesmo tempo que se debruça de forma mais séria e atenta (e menos superficial) sobre as relações no grupo de amigos.

E assim se conquista uma pequena e agradável vitória que sabe tirar partido das relações no grupo de amigos e nas personalidades de personagens divertidos para criar uma espécie de competição, cheia de desafios e de adrenalina, que cativa o espectador e o motiva a torcer pelo resultado desejado pelos amigos. Esta combinação de piadas que servem apenas de complemento a uma situação já divertida e caricata só por si, com um conjunto de personagens animadas e carismáticas dá origem a uma história simples e animada de conquista e camaradagem, que não oferece nada de novo, nem surpreende mas cumpre com os mínimos olímpicos.

TAG-2

E para quem passou um mês a consumir exaustivamente os episódios de Mad Men, ver Jon Hamm no grande ecrã é sempre um prazer, com uma personagem que assenta na perfeição na sua postura dominante em cena. Jogo da Apanhada é assim uma história curiosa sobre um jogo que aparentemente é uma história verídica (ainda que com contornos menos exagerados), que tira partido de situações caricatas e frenéticas para criar um cenário desafiante em que a camaradagem e o espírito de crianças para a vida levam os amigos a ir o mais longe possível para não suportarem o embaraço de perder o jogo no final do mês. E assim se constrói uma experiência divertida e por vezes mais séria e com um tom mais dramático, que explora o espírito de camaradagem e de partilha que se evidencia no grupo de amigos, e que confere assim toda uma importância inesperada ao verdadeiro valor do jogo. Porque independentemente de quem saia perdedor no final, o que importa é manter viva a criança que há em nós.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.