Crítica | The Incredibles 2: Os Super-Heróis (2018)

Crítica | The Incredibles 2: Os Super-Heróis (2018)

  • De: Brad Bird
  • Com: Craig T. Nelson, Holly Hunter, Sarah Vowell
  • Duração: 2h07min

Um espetáculo visual e sonoro, um triunfo quer como um filme familiar, quer como um filme de super-heróis, e a sequela que todos queriamos ver.

Um super regresso, um festival de nostalgia e uma descrição on-point da vida familiar são o resultado de 14 anos de intervalo, depois de Brad Bird nos ter maravilhado com uma história fantástica de uma família de super-heróis que nos deu a harmonia perfeita entre o ritmo frenético de filmes de super-heróis e o tom mais familiar.

Nesta sequela, deparamo-nos com um cenário de desagrado perante os super-heróis, vistos agora como uma ameaça para a paz do mundo. E é daqui que surge uma proposta irrecusável de um empresário fanático que quer trazer os super-heróis de volta. Helen ou a mulher-elástica torna-se então numa espécie de ídolo para a população numa campanha para salvar os supers enquanto o Sr. Incrível se vê confinado a uma vida mais familiar, a tratar das tarefas diárias e dos seus filhos, incluído um bebé com poderes inimagináveis. Mas quando a missão da mulher-elástica descarrila, a família de super-heróis apresenta-se na linha da frente para salvar o mundo. E neste cenário de conflito social em que as ações dos super-heróis são discutidas atentamente pelos grandes líderes, para determinar se estes devem ter poder para agir por aquilo que consideram bom e melhor para o mundo, nasce uma narrativa curiosa que explora temáticas exploradas noutros tantos filmes de super-heróis mas em harmonia com o tom mais divertido e animado já conhecido do capítulo anterior.

E o que Brad Bird consegue com este regresso dos incríveis é trazer ao de cima o potencial de uma família cativante e das interacções e relações entre os seus elementos, um sentimento de nostalgia que é enaltecido pelo longo período de espera e uma narrativa desafiante e frenética. Enquanto temos o lado mais heróico da missão de Helen, a lutar pelo futuro dos super-heróis, a crónica familiar do Sr. Incrível a cuidar dos filhos expõe os desafios, os dilemas e a dinâmica da vida familiar de forma detalhada e emotiva, ao mesmo tempo que explora uma adorável adição à dinâmica familiar, o bebé Jack, um personagem que traz frescura à história e oferece toda uma série de momentos “fofos” e divertidos.

No final, esta sequela de Brad Bird é uma ode à família, que surge numa altura em que os filmes de super-heróis estão em alta, oferecendo uma narrativa com desafios e momentos divertidos para toda a família. E a harmonia de nostalgia com este ambiente emotivo e frenético faz com que quer adultos e míudos estejam em sintonia perante o filme. A juntar aos argumentos acima, uma banda-sonora que começa com o tema de abertura já conhecido e que se ajusta na perfeição ao ritmo do filme.

Não há muito a melhorar aqui, e de facto é fantástica a forma como tudo funciona no ecrã, não havendo um grande foco no sentimento de nostalgia, que existe apenas por intermédio de personagens e outros elementos conhecidos. E a temática “mais séria” em torno do papel dos super-heróis na sociedade é aqui analisada de forma humana e talvez mais atenta quando comparada com outros filmes do género. E o resultado final do trabalho de Brad Bird é um espetáculo visual e sonoro, um triunfo quer como um filme familiar, quer como um filme de super-heróis, e a sequela que todos queriamos ver.



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