Crítica | Vingadores: Guerra do Infinito (2018)

Crítica | Vingadores: Guerra do Infinito (2018)

  • De: Anthony Russo, Joe Russo
  • Com: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Josh Brolin
  • 2h29min

(…) a grandiosidade de Thanos e os momentos de acção épicos (muito à imagem da cena do aeroporto de Capitão América: Guerra Civil) tornam Vingadores: Guerra do Infinito num espetáculo épico e frenético com um ritmo brutal e que deixa uma marca ambiciosa para os próximos capítulos.

 

 

Este é o culminar de uma década de filmes, o início do derradeiro final de um dos projectos mais longos e ambiciosos da história do cinema e, ao mesmo tempo, um marco e um desafio significativo para a Marvel Studios. Foi para isto que temos vindo a ser brindados com múltiplos filmes por ano, desde Homem de Ferro, e é aqui que toda a grandiosidade e todo o potencial das múltiplas personagens são postos à prova para derrotar um vilão com um build-up que vem desde o primeiro filme dos Vingadores, e que promete abalar o universo como nunca. Um desafio monumental que, devo dizer com entusiasmo, foi superado. O que é notável face a todas as limitações que um filme desta magnitude traz para uma equipa técnica.

São dezenas de super-heróis com personalidades diferentes, dispersas por diversos lugares, numa timeline que tem vindo a ganhar terreno e velocidade sobretudo nesta terceira fase do universo cinematográfico Marvel. E é toda esta entorpia de elementos que provocava algum desconforto e suscitava dúvidas sobre a legitimidade e potencial do argumento. E o simples facto de os irmãos Russo e a restante equipa técnica terem conseguido produzir um autêntico espetáculo de entretenimento que cumpre com as expectativas dos fãs e cria ao mesmo tempo desafios interessantes para o final da história, é a demonstração dos resultados do trabalho de uma década com dezenas de produções. Já fazem parte do espólio da Marvel Studios um vasto número de super-heróis, com a força e o potencial de um elenco notável e ambicioso, e tudo para culminar neste longo épico de duas horas e meia.

Infinity War - Still #1

O ritmo de Vingadores: Guerra do Infinito, é imparável… Somos levados de lugar para lugar num ápice e são estras transições que possibilitam a inclusão de tantas personagens em simultâneo, o que se traduz também em momentos intensos e calculados quando o perigo espreita. As personagens dividem-se então e encontram-se com um objectivo em comum, o de descobrir como derrotar aquele que é o vilão mais poderoso do universo, Thanos, interpretado por Josh Brolin. Thanos, que tem vindo a ser apresentado dedse Vingadores, é possivelmente o vilão mais bem desenhado de todo o MCU, complexo e com uma personlidade própria e motivações que carregam a sua ambição desmedida para salvar o universo, extinguido metade da vida deste. Brolin está fantástico, e o efeito devastador de Thanos está presente no filme de tal modo que senti pela primeira vez que o risco é real e que apesar de ter os seus momentos mais leves e ligeiros (sobretudo quando Iron Man, Doctor Strange, Spider-Man e os Guardiões da Galáxia se juntam na tela) a atenuar muito do tom mais negro e perigoso que o filme adquire.

Infinity War - Still #2

Talvez o filme mais negro do universo, até à data, é muito curiosa a forma como os irmãos Russo encontram a harmonia entre os momentos mais negros e pesados, ao mesmo tempo que conseguem manter a identidade do universo Marvel bem presente. É fácil sentirmos empatia e dúvida para com Thanos, uma espécie de vilão incompreendido, mas é isto que o torna ao mesmo tempo uma personagem especial no universo, o vilão que a Marvel procura à tanto tempo e que fez toda a diferença, oferecendo alguns dos momentos monumentais do filme.

Há aqui um pouco de tudo, momentos mais ligeiros com piadas que fluem e que funcionem e ao mesmo tempo momentos chocantes, dramáticos e poderosos que exprimem a ideia de que existem consequências e de que ninguém está a salvo da tirania de Thanos. E mesmo com algumas falhas no enredo que provavelmente vão ser resolvidas com a continuidade da história, deixando pontas soltas e com dificuldades em tirar partido de tantas personagens e personalidades na tela, a grandiosidade de Thanos e os momentos de acção épicos (muito à imagem da cena do aeroporto de Capitão América: Guerra Civil) tornam Vingadores: Guerra do Infinito num espetáculo épico e frenético com um ritmo brutal e que deixa uma marca ambiciosa para os próximos capítulos.



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