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Crítica | Baby Driver – Alta Velocidade (2017)

  • De: Edgar Wright
  • Com: Ansel Elgort, Kevin Spacey, Lily James
  • 1h52min

Como fã do trabalho de Edgar Wright, as minhas expectativas para Baby Driver eram mais do que muitas e o entusiasmo gerado pelas recentes críticas contribuiu ainda mais para a causa. Wright sabe cativar uma audiência e produzir entretenimento de qualidade, fresco, original e cheio de estilo. E começo desde já por aqui, por assumir que Baby Driver é provavelmente um dos filmes mais cool dos últimos anos, uma pérola que combina acção non-stop com uma banda-sonora marcante e que contribuí para dar todo um estilo pessoal e inconfundível ao filme. É também a primeira prova a sério de Ansel Elgort, depois de aparições em títulos mais juvenis, à qual o actor passa com distinção, numa interpretação que nos deixa a torcer constantemente pela sua personagem, carismática e icónica.

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Como Baby, Ansel vê-se rodeado de vilões, maus da fita sem escrúpulos comandados por um Kevin Spacey capaz de transparecer a tirania adequada ao ritmo e estilo do filme. Baby é o motorista dos golpes, o jovem que deixa a polícia com os cabelos em pé, o rei dos drifts, das manobras loucas e cujas perseguições que definem todo um novo nível de qualidade. Perto de cumprir a dívida que tem para com o temível Doc, Baby conhece a miúda dos seus sonhos, uma jovem que trabalha num pequeno restaurante ao lado de uma grande estrada. A miúda, Debora, encanta com a sua inocência e com uma personalidade que se transfigura mais lá para o desfecho. Confinada à rotina de sempre, Baby apresenta-se como um ponto de viragem na sua vida e dá aqui início uma história de amor que serve apenas como suporte para um filme energético e espetacular.

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À custa das interpretações de um grande elenco, onde as interpretações mais irreverentes de um elenco mais graúdo e experiente, dominado por Jamie Foxx e Kevin Spacey que vestem a pele de mauzões com personalidades peculiares, intercalam com as interpretações sólidas e cativantes de Ansel Elgort e de Lily James, Baby Driver é dotado de uma qualidade que é rara nos dias de hoje. As personagens são diversificadas, têm personalidades peculiares, e tão depressa se apresentam como simples adereços como acabam por se tornar em peças fundamentais para o enredo. Baby é o elo que liga todos os elementos do filme e é um herói pelo qual é impossível não torcer. Ao colocar os auriculares nos ouvidos e assim que ouvimos as primeiras batidas de músicas com ritmos frenéticos e contagiantes, somos convidados para uma série de sequências coreagrafadas de forma impressionante, em que cada detalhe é calculado e pensado e combina na perfeição com o ritmo momentâneo da banda sonora.

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Cada movimento, cada acção, cada interação é coreagrafada num autêntico espetáculo de acção que combina este estilo frenético e energético com um conjunto de personagens marcantes e uma história que apesar da tensão e dos momentos mais pesados nunca perde o seu tom ligeiro e descontraído, característico nos restantes filmes de Edgar Wright. E é aqui que está o aspecto mais interessante de todo o filme, a forma como este é estruturado, calculado e como o ritmo se vai intensificando à medida que nos aproximamos do desfecho, de forma quase imperceptível, o que confere uma riqueza surpreendente a uma narrativa simples. Em Baby Driver, tudo funciona a alta velocidade, a um ritmo contagiante e sempre com um estilo cativante e um ar de graça e de descontração que nos leva para uma experiência original que combina a intensidade dos filmes de acção com a ligeireza e o estilo de um musical. Uma pérola nas estreias habituais do cinema comercial que me deixou inequivocamente fascinado. Envolto em adernalina, com um estilo muito próprio e pessoal, uma energia contagiante e personagens marcantes, Baby Driver é uma experiência que tenciono repetir mais vezes, um pequeno tesourinho que entra directamente na minha lista de favoritos e que tem potencial para se tornar numa das experiências de entretenimento mais memoráveis da actualidade. Um filme imperdível!

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