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Crítica | Planeta dos Macacos: A Guerra (2017)

  • De: Matt Reeves
  • Com: Woody Harrelson, Judy Greer, Andy Serkis
  • 2h20min

E para fechar uma grande trilogia, que nos ofereceu duas grandes surpresas com um potencial acima das expectativas, Matt Reeves entrega-nos um último capítulo intenso e brutal que vai para além dos estrondos e dos efeitos visuais para surpreender e deixar a audiência colada ao ecrã. Numa temporada de Verão com tanto ainda para nos oferecer, Planeta dos Macacos: A Guerra é um épico soberbo que tira partido da tragédia que se abateu sobre a humanidade para nos colocar perante um confronto aceso de duas ideologias distintas que tem como prémio o planeta que hoje é a nossa casa.

A intensidade está presente nos diálogos entre as personagens, repletos de ódio, medo e vingança numa luta constante em que apenas os mais fortes e resilientes sairão vencedores. A disposição dos dois lados da luta encobre-se no mistério de um líder temível que ameaça a vida de César (Andy Serkis) e de todos os seus companheiros, um vilão que provoca e leva os espetadores como que a experimentarem a ameaça que representa, com motivações credíveis e que encaixam na perfeição no confronto moral e ideológico do filme de Reeves. Porque aqui a guerra é física e psicológica, é o desespero pela sobrevivência de ambos os lados a contrastar com a coragem dos mais fortes que se impõem e enchem de esperança os seus companheiros e seguidores.

Por uma última vez, acompanhamos César e a sua espécie numa luta frenética e poderosa contra um coronel vidrado numa vingança odiosa, que não se fica pelo campo de batalha nem pelas cenas de acção, e cuja construção é progressiva e vai se tornando cada vez mais intensa e pessoal. Quando damos por nós, estamos completamente envolvidos, quer pelas motivações quer pela dor e vontade de sobreviver das personagens. Reeves procura construir um épico para um público mais geral, sem deixar de lado a necessidade de produzir um argumento calculado e emotivo, capaz de provocar o espetador e de o deixar não impressionado a nível visual mas também a refletir um pouco na própria ironia de toda a guerra.

Grandes interpretações, momentos dramáticos e marcantes a servir de pilares e de motivações a todo um confronto e um final visualmente épico e intenso que tira partido da construção inteligente de Reeves, que leva o seu tempo a dar frutos mas que se demonstra eficaz na hora do desfecho. Planeta dos Macacos: A Guerra é o desfecho merecido de uma trilogia que desde logo mostrou um grande potencial, um confronto intenso e desafiante que nos coloca a refletir sobre ambos os lados enquanto assistimos e somos cativados por personagens já conhecidas e por um vilão cruel que torna toda a experiência mais pessoal e emotiva. Um épico calculado, inteligente e surpreendente, na medida em que procura chegar a todos oferecendo uma narrativa forte e emocionante que é mais do que explosões, lutas e acção, tornando-se assim num exemplo do que deveria ser um grande blockbuster de Verão.

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