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Crítica | Colossal (2016)

  • De: Nacho Vigalondo
  • Com: Anne Hathaway, Jason Sudeikis, Austin Stowell
  • 1h49min

O meu conhecimento relativamente à experiência que é Colossal, do realizador Nacho Vigalondo, resumia-se a uma completa incógnita, ainda quie a curiosidade fosse alguma fruto de comentários interessantes. Sabia que a opinião estava bem dividida, havendo os que adoraram o conceito e os que ficaram muito cépticos do tom mais tolo e bizarro da narrativa. De facto, e olhando com atenção para toda a experiência, o tom mais ligeiro e cómico da história tanto pode provocar algum desconforto e estranheza como pode tornar a mesma mais cativante e deliciosa para o espetador. O enredo é simples e está estruturado de forma amigável, uma rapariga vê a sua vida andar para trás depois de ser abandonada pelo namorado no seguimento de mais uma noitada intensa cheia de festas e álcool. Sem dinheiro nem sítio para ficar, regressa às suas origens e vê-se confrontada com os dramas do passado, as ressacas de uma vida agitada e as estranhas aparições de uma criatura gigante e assombrosa sobre a cidade de Seul.

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Abstenho-me desde já de comentar a narrativa, detalhe a detalhe, e de destacar promenores relevantes, uma vez que pretendo suscitar curiosidade sem deixar cair algo que possa prejudicar a narrativa a futuros espetadores. Isto porque o fator surpresa tem aqui um papel predominante na forma como tiramos partido desta estranha e curiosa história. A minha opinião sobre a personagem principal, interpretada por Anne Hathaway oscilou constantemente durante todo o filme… Se em diversas vezes o comportamento louco e animado da personagem me levava a duvidar e a desconfiar de algumas das suas acções, noutras tantas era impossível não estar do seu lado ou não sentir qualquer empatia. E o mesmo se aplica a algumas das personagens mais relevantes que por ali surgem, tornando Colossal numa experiência algo inesperada, que diverte e provoca um sentimento de estranheza à medida que mergulhamos mais fundo nos seus detalhes.

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Não há um final épico nem uma narrativa cheia de detalhes mas também não existe desprezo nem descuido (pelo menos evidenciado de forma óbvia), pelo que Colossal se apresenta como uma história simples e eficaz que nunca se deixa levar pelos seus aspetos mais originais, ocupando aquele ponto intermédio entre uma história pretenciosa e um filme de puro entertenimento. É um filme para animar, refletir um pouco e estar constantemente à procura de sinais e aspetos relevantes que tem tanto potencial para conquistar o espetador mas que não tira total partido deste.

É então a curiosidade, o tom mais ligeiro e cómico e o fator surpresa que fazem de Colossal num curioso título animado com uma pitada de sci-fi, que beneficia da interpretação da veterana Anne Hathaway num papel que facilmente cria empatia com o espetador, e de uma história muito invulgar e por vezes bizarra que tão depressa nos faz rir e brinca com as situações, como adquire um tom mais obscuro e dramático à medida que conhecemos o passado da personagem principal. Um filme curioso que merece a atenção e uma oportunidade pela originalidade e pelo seu tom cómico e bizarro.

 

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