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Crítica | Fragmentado (2017)

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  • De: M. Night Shyamalan
  • Com: James McAvoy, Anya Taylor-Joy
  • 1h57min

O talento de Shyamalan esteve tantos anos à prova, com inúmeras desilusões e desfechos menos bons para o lado do realizador, considerado por muitos como um dos próximos génios do suspense ainda nos primeiros anos de carreira. Foi com o filme The Visit que recuperou a imagem de marca, o típico twist Shyamalano e a escrita cativante e rpeleta de suspense. Com Fragmentado, o realizador volta mais uma vez em grande, num thriller que gira à volta de uma interpretação poderosa de James McAvoy, que representa aqui um doente muito peculiar com uma personalidade suis géneris.

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Dennis, Miss Patricia, Barry, Hedwig, Jade e Orwell… Ao todo Kevin (James McAvoy) tem 23 personalidades diferentes quer a nível psicológico como a nível físico e é a medida que Fragmentado avança que vamos tomando conhecimento de todas estas, partindo para uma constante e alucinada descoberta, na qual a dúvida impera e todos se vêm como meros peões submissos aos jogos perigosos de Kevin. Com esta estranha condição psicológica, Kevin foi seguido atentamente por uma psiquiatra que conhece todas ou praticamente todas as suas manifestações, pelo que apenas uma pode tomar o lugar da frente ou a luz da ribalta de cada vez. Mas após um período calmo e tranquilo na vida Kevin controlada por Barry, eis que começam a surgir estranhas flutuações comportamentais que mudam por completo a sua forma de ser e estar, levando-o a raptar três jovens inocentes no meio de um parque de estacionamento. Enquanto Kevin as mantém fechadas num pequeno compartimento, vamos conhecendo o seu plano doentio, caminhando a largos passos para a manifestação de uma 24ª personalidade, até então desconhecida.

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Mergulhados neste rapto, somos como que vítimas curiosas da personalidade louca de Kevin que nos leva para um cenário de dúvida e incerteza, à medida que assistimos aos receios das jovens, incrédulas e sem qualquer pista sobre o seu raptor e o plano deste. Submissas à interpretação de Anya Taylor-Joy, que já tinha mostrado o seu talento no filme The Witch, as duas outras jovens cedem aos impulsos numa série de tentativas infrutíferas de escapar com vida daquele cenário invulgar e aterrador. Fragmentado tira partido da dúvida e da sensação de claustrofobia que nos invade naqueles espaços apertados, para nos dar a conhecer a sua pérola fascinante, um vilão frenético, curioso, peculiar e absolutamente delicioso que se torna único pela quantidade absurda de personalidades que consegue apresentar num curto espaço de tempo. É de um enorme agrado ver James McAvoy a interpretar uma série de personagens com características especiais e muito pessoais, que caracterizam e definem o próprio ritmo e ambiente do filme.

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Como um todo, Fragmentado é uma experiência dinâmica e intensa que tira partido de uma constante sensação de descoberta à medida que vamos conhecendo Kevin e as suas inúmeras personalidades. Mais do que a própria história, que não deixa de ter os seus aspectos mais interessantes e bizarros, são as personagens que fazem deste filme uma aventura claustrofóbica intensa e assustadora. A narrativa mais simples é então complementada com estas personagens mais ricas e repletas de características e traços psicológicos únicos, de forma a que tudo culmina na esperada manifestação de uma nova identidade de Kevin que parece ter conquistado as restantes 23. É o receio das vítimas e a personalidade mais irregular do raptor, com oscilações entre certezas, dúvidas e ambições que dá o potencial a toda a história.

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Com Fragmentado, Shyamalan afirma-se mais uma vez no género com uma história original e bizarra que nos deixa completamente envolvidos no mistério à custa de uma interpretação fascinante de James McAvoy e da jovem Anya Taylor-Joy, que continua a mostrar um enorme talento no género. É uma história que não brilha por si só, nem pelos desfechos, mas que nos conquista com uma constante descoberta de personalidades que se torna num jogo no qual nos sentimos envolvidos e cativados. Fragmentado é no fim de contas um thriller psicológico intenso e cativante, com um tom algo bizarro pelo meio e uma interpretação deliciosa de McAvoy que acaba por ser a alma deste regresso em grande de Shyamalan!

stars_14

 

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