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Crítica | Jack Reacher: Nunca Voltes Atrás (2016)

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  • De: Edward Zwick
  • Com: Tom Cruise, Cobie Smulders, Danika Yarosh
  • 1h58min

O primeiro Jack Reacher foi uma agradável surpresa, na medida em que nos trouxe uma série de elementos familiares de filmes de acção e de espionagem, com um enredo repleto de intriga e grandes sequências visuais, no qual a contribuição do já veterano nestas andanças, Tom Cruise, foi essencial. Um pouco de Missão Impossível, um pouco de tantos outros filmes de acção… Enfim, é sempre curioso ver Cruise no grande ecrã. Um actor com um carisma e personalidade que se adaptam na perfeição a estes cenários carregados de risco e emoção. Mas haveria motivo para uma sequela? Por muito que tenha apreciado algumas das sequências e momentos mais vibrantes do filme, a verdade é que no seu todo Jack Reacher: Nunca Voltes Atrás fica de certa forma longe do entusiasmo do primeiro filme.

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Perde-se desde logo alguma da originalidade e curiosidade por trás da personagem intepretada por Tom Cruise, uma espécie de herói moderno e modesto, que deixou o exérico para contribuir de forma individual e voluntária. Um homem que não cede a tentações e que quebra por completo as ligações que vai criando com as personagens ao longo da história. Uma daquelas situações em que o cliché seria talvez a melhor saída (pelo menos na minha opinião), oferecendo uma história mais contínua. Nesta sequela, grande parte das atitudes e do comportamento de Reacher permanecem intactas, com um humor e uma atitude muito próprios e um enorme desejo de viver incógnito. Tom Cruise é nesta sequela, o elemento forte, como seria de esperar, mas a forma como o filme se assemelha ao original, deixa algo a desejar, ficando esquecido o elemento surpresa.

As sequências espetaculares estão lá, com grandes perseguições e momentos em que ficamos com o rabo colado à cadeira mas é constante a ideia de “onde é que eu já vi isto” ao longo da história. Grande parte dos truques, reviravoltas e sequências recuperam a fórmula do filme original, pelo que esse é o grande elo de ligação entre ambos os filmes (ignorando a personagem principal). Reacher submete-se aos encantos de uma militar mas acaba envolvido numa autêntica trapalhada e numa conspiração que coloca a vida de todos em risco. A química com Cobie Smulders funciona mas a história secundária que envolve o passado e o aparente futuro de Reacher desvia as atenções da relação entre os dois.

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Por um lado ficamos com a ideia de que faltou dedicação, empenho e emoção na história mas por outro fica a ideia de que talvez não houvesse necessidade de dar seguimento a uma história sólida e entusiasmante. O entertenimento é de certo garantido e, para os fãs de filmes carregados de acção, não faltam momentos divertidos e intensos, mas a nível de personagens e do próprio enredo, fica a ideia de que esta é apenas mais uma re-iteração da fórmula que correu bem. Uma sequela mais fraca, que entretém e diverte mas que deita a perder o potencial que o filme original adquiriu. Cruise entra em grande estilo mas não consegue carregar sozinho o resto do filme e, com uma falta de entusiasmo notória Jack Reacher: Nunca Voltes Atrás remete-se à categoria de filmes ideias para as tardes de fim de semana na televisão, quando podia atingir um patamar mais elevado.

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