Crítica / Prémio MOTELX Melhor Curta Portuguesa 2016 | Por Diabos (2016)

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A curta de Carlos Amaral destaca-se na competição pelo Prémio de Melhor Curta Portuguesa como uma espécie de terror documental, em que os eventos e peripécias são retratados através de imagens de arquivo e conversas e relatos de pessoas. Por Diabos é a história de uma mulher que desaparece em Trás-os-Montes, a qual acredita-se ter sido levada pelo diabo. Repleta de aspectos culturais e de imagens do dia-a-dia naquela comunidade, a curta-metragem explora a vida da vítima com os comentários de amigos e conhecidos, construindo assim uma narrativa misteriosa. A forma original como Por Diabos é apresentado acaba por ser o grande ponto forte do filme, sendo esse o aspecto que suscita mais atenção. A história da vítima preenche-se com cenários obscuros e estranhos relatos que conferem à história um tom mais assustador ao mesmo tempo que o efeito cultural e histórico é beneficiado. Por Diabos é o resultado de uma combinação de aspectos culturais e de um estranho mistério que envolve contronos bizarras, transitando entre o documentário e a ficção.

O MELHOR: A forma como a história é apresentada ao público. Uma série de imagens agrupadas e acompanhadas por conversas e relatos de diversas pessoas que conheciam a vítima ou vivam naquele lugar. O facto de tirar partido do género documental, criando uma espécie de investigação jornalística.

O PIOR: A premissa cativante e interessante não dá origem a uma história viva e misteriosa, pelo que o foco em demasia no género documental complica a relação entre o espetador e o filme, pelo menos para a curta duração do filme.

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