Crítica / Prémio MOTELX Melhor Curta Portuguesa 2016 | Palhaços (2015)

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palhacos

Palhaços, de Pedro Crispim, é uma curta que suscita interesse pelo tema e conceito. A ideia de desenvolver um filme à volta da arte circense, tirando partido de uma figura tão mítica e, de certa forma, assustadora como o palhaço, dá neste filme provas de um potencial considerável. Esta é a história de um palhaço que se vê abandonado e traído pelo outro membro do seu duo, que decide fugir de vez daquele circo com uma equilibrista. Surge daqui um episódio violento de ciúmes e vingança, carregado de emoções, onde o terror está assente nas relações entre as personagens e no triângulo amoroso em que estas estão englobadas. Não há aqui provocação desnecessária, pequenos sustos ou clichés do género… Esta é sobretudo uma história de amor, com um carácter negro e violento em que assistimos ao desespero das personagens e a uma crescente tragédia. A curta assenta-se nos seus actores, que dão força a uma narrativa simples mas intrigante.

O MELHOR: As personagens principais, motivações e a forma como a violência e o medo vão sendo expressados ao longo do filme, sempre em crescendo, até um eventual desfecho trágico.

O PIOR: Alguns dos aspectos da história remetem-se a clichés do género, que apesar de darem um ar mais familiar à obra, retiram parte da emoção e do impacto à tragédia.

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