Crítica / MOTELX 2016 | 31 (2016)

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Uma experiência tresloucada, doente e delirante… Aparentava ser este o foco do novo filme do realizador e músico, Rob Zombie, um pouco à medida dos seus primeiros trabalhos. Ainda que por breves momentos, a premissa e a envolvente aparentem surpreender os fãs do género, Zombie submete-se à provocação exagerada e ao uso de violência em demasia para provocar uma sensação de desconforto e de agonia no espetador, deixando de parte uma boa construção de narrativa e personagens minimamente apelativas ou cativantes.

Assim, à primeira vista, a experiência surreal de 31 assemelha-se a Saw, Battle Royale e Hunger Games mas remete-se a clichés do género, mortes brutais e desfechos desapontantes. As emoções transmitidas pelas personagens acabam por ser absorvidas pela envolvente surrealista do filme e, em vez de provocar o espetador e de criar uma história aterrorizante, 31 torna-se num produto estranho, sem motivação ou inspiração, cujos exageros propositados se tornam num ponto fraco.

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Assistimos a uma luta pela sobrevivência numa espécie de circo dos horrores, em que as vítimas correm pelas caves para sobreviverem às múltiplas ameaças de temíveis assassinos sem qualquer tipo de sanidade mental. O curioso aqui foi a forma como estes se tornaram merecedores de atenção, enquanto as vítimas fogem impotentes e remetem-se a personalidades lineares sem interesse. 31 é violento, grotesco e exagerado… Um produto desapontante com uma premissa algo interessante para ser trabalhada. Faltou-lhe a emoção, a compaixão e o medo, tornando-se num filme de terror vulgar, de certa forma semelhante a algumas das sequelas falhadas de Saw.

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O exagero e a previsibilidade são aqui grandes adversários, numa espécie de ritual horrendo e sádico, sem motivações para provocar ou causar impacto. Esperava-se mais e melhor, pelo que apenas o entertenimento e a violência prevalecem neste mar de sangue e crueldade.

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