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MOTELX 2016 | Entrevista “Na Floresta… Corre!” com Nuno Soler e Ruben de Sousa

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Na Floresta… Corre! é uma experiência invulgar, energética e divertida na qual seguimos a caminhada de um corredor na floresta que, sem querer, acorda uma entidade maligna. Da autoria de Nuno Soler e Ruben de Sousa, esta foi uma das curtas mais divertidas e descontraídas nomeada para o Prémio de Melhor Curta Portuguesa no MOTELX!

De onde surgiu a ideia do filme?

A ideia do filme surgiu do facto de termos um amigo nosso, que é corredor e que muitas vezes está constantemente a aliciar-nos para irmos correr com ele. Como não somos grandes adeptos de corrida, procurou-se criar uma história à volta disso.

Descreveste na apresentação do filme, que a história é sobre os terrores de correr numa floresta…

É verdade… não sei se alguma vez correste ou estiveste numa floresta mas aquilo é um pouco creepy. A ideia surgiu daí, um corredor sozinho em plena floresta… Tal como o nosso amigo corredor, que muitas das vezes em que está sozinho na floresta sente uma certa ansiedade por estar a correr sem ninguém ao seu lado e do nada um galho estala e ele assusta-se. Decidimos materializar este medo como uma figura na floresta e… O que é que poderá correr mal a um corredor na floresta? Acho que esta é o pior cenário possível.

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Houve algum apoio na produção da curta-metragem?

Não, não, aliás penso que esta seja a única curta completamente independente em competição. Foram duas pessoas sentadas à mesa num café, cada um meteu 50€ na mesa. Tinhamos um cenário sem custos, o parque de Monsanto, tinhamos um actor que era nosso amigo próximo e colega de faculdade e, de resto, foi só preciso desenvolver o argumento.

Este é o vosso primeiro projecto?

Esta é a nossa terceira curta-metragem, mas é a primeira a ser exibida no MOTELX. A última penso que foi em 2007… Não era de terror. Esta foi a primeira curta de terror, produzida já com a entrada no MOTELX em mente. Foram 2 meses desde a conversa de café até à concepção total, com filmagens em Abril. Decidimos arriscar com um filme mais descontraído, para a malta se divertir.

Terror ligeiro e descontraído?

Eu acho que é o tipo de terror que gostamos mais e é também o tipo de terror mais desafiante, no sentido em que tens de criar uma certa ansiedade no espetador mas também conseguir criar motivos suficientes para este se divertir. Para mim, comédia é das coisas mais difíceis de fazer, tanto a nível de escrita, como de realização. A ideia de convidar o nosso amigo para protagonista, foi precisamente pelo facto de ele ter uma forma muito própria de representar e era ideal para dar um tom mais ligeiro e descontraído.

Quanto tempo demorou o processo de filmagem?

A filmagem ocupou cerca de 4 dias, seguindo-se um processo de edição de 2 meses, com a ajuda de um amigo nosso. Todos os efeitos foram efeitos práticos… As pernas foram construídas de raíz, com PVC e fita-cola. A mão surgiu de uma ideia depois de termos visto um vídeo no Youtube que achámos fantástico e foi a própria actriz que fez a caracterização na sua própria mão no dia da rodagem.

E novos projectos? Tencionam voltar ao MOTELX para o ano?

Sim, claro. Já temos uma ideia e a questão é que isto depois se torna num processo viciante. É o espírito do festival, o apoio da organização, tudo muito bom, na medida em que para além do prémio, sentimo-nos bem-vindos aqui. Um espírito fantástico!

A análise ao filme Na Floresta… Corre! encontra-se disponível aqui.

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