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Crítica / MOTELX 2016 | The Devil’s Candy (2015)

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Sean Byrne já tinha surpreendido meio mundo com o aclamado The Loved Ones, exibido pelo MOTELX na edição de 2010, e desde então tornou-se num nome a seguir no género. The Devil’s Candy não é um grande filme nem tem uma história surpreendente mas quando acaba ficamos com a sensação de ter assistido a um glorioso e brutal esptetáculo de heavy metal, onde a música, a violência e o medo combinam-se numa experiência verdadeiramente louca! É uma história de possessões com um pouco de The Amytiville Horror e com música pesada pelo meio… Uma reinvenção moderna dos clássicos de home invasion com uma envolvente apelativa e musical num filme com um estilo muito próprio.

A história, nada de novo traz ao género, tirando partido de situações, momentos e clichés que todos conhecemos e que nos são familiares, adicionando um toque mais pessoal com pinturas satânicas e heavy metal que servem aqui como manifestações de entidades malignas. A realação entre pai e filha aqui é talvez um dos aspectos mais apelativos de todo o filme, com uma ligação muito especial que é seguida com atenção desde o início. Esta é a história de um pintor que decide levar a sua família para uma casa maior, mas que a meio da sua estadia começa a ouvir vozes e manifestações do outro mundo que o levam a produzir quadros cada vez mais obscuros. A situação agrava-se quando o filho dos antigos proprietários regressa com o objectivo de voltar para aquela casa e proteger-se dos demónios que o atormentam.

De certa forma, The Devil’s Candy é uma combinação entre thriller e horror, com um grafismo muito próprio e momentos brutais que compensam por vezes a falta de originalidade na história. Uma luta entre o bem e o mal que combina tantos bons elementos de um filme de terror, como pequenos sustos, um vilão peculiar e aterrorizante e uma ópera de metal repleta de sangue e com uma fotografia quase que mórbida e sombria. Sean Byrne não nos apresenta um grande filme com The Devil’s Candy, até porque a história tem as suas falhas, momentos menos bons e previsíveis mas satisfaz as plateias com um filme energético, vibrante em que o mal se manifesta de forma cativante e o entertenimento é mais do que garantido!

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