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Crítica | The Conjuring 2: A Evocação (2016)

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  • De: James Wan
  • Com: Patrick Wilson, Vera Farmiga, Madison Wolfe
  • 2h13min

Seria injusto começar uma análise ao mais recente filme do realizador James Wan sem refletir no desafio que esta sequela representa, após vários títulos bem-sucedidos, entre os quais o aterrador The Conjuring que deixou críticos e público arrepiado e com poucas palavras para descrever toda a adrenalina, todas as emoções e todo o pesadelo que nos é apresentado ao longo da história. O que tornou o primeiro filme numa experiência única foi a história, as grandes personagens e interpretações de atores talentosos e o recurso a técnicas que possibilitaram a criação de uma envolvente aterradora e misteriosa que me deixou com arrepios na espinha durante grande parte do mesmo. Repetir a mesma dose não era de todo uma tarefa fácil e, para dizer a verdade, The Conuring 2: A Evocação não está ao nível do predecessor, perdendo o aspeto mais original e inovador ao seguir as pisadas e tirar partido da história dos Warren que tantos entusiastas tem fascinado com o passar dos anos. Talvez seja o carácter misterioso e oculto destes casos que nos cativem ao longo de histórias intensas que estão carregadas de ceticismo, dúvidas e interrogações.

É curiosa a forma como a veracidade dos eventos é questionada ao longo do filme e mais uma vez é fascinante a forma como a história dos Warren se apodera da narrativa, conferindo-lhe um carácter mais natural, humano e por vezes realista. A presença do casal Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga) continua a ser um dos pontos fortes da narrativa, com interpretações que vão para lá do que é a regra e os clichés do género e é de destacar também o protagonismo da jovem Madison Wolfe que dá vida a Janet Hodgson, a menina possuída que no meio do drama familiar se vê presa numa enorme encruzilhada sem saída possível.

Somos como que trazidos de volta para o universo oculto de The Conjuring com uma breve introdução a um dos casos mais icónicos dos Warren, as manifestações diabólicas no interior de Amityville, um lugar de culto para os entusiastas do paranormal. Ao testemunhar um confronto com uma poderosa entidade diabólica, os Warrens decidem afastar-se da vida que levavam, optando por recusar envolver-se em novos casos, mas o surgimento de relatos diabólicos numa casa de família em Londres, leva-os a conhecer uma entidade maligna que irá colocar todos os obstáculos ao casal para destruir a vida de todos aqueles que a rodeiam.

Um dos casos mais conhecidos de manifestações paranormais no Reino Unido, a história do poltergeist de Enfield, é então o plano de fundo para mais uma história intensa que promete arrepiar e deixar os espetadores colados à cadeira. Em comparação com o predecessor, a sequela peca pela longa duração, mais de duas horas, que podia ter sido facilmente manipulada para dar origem a um ritmo mais regular e apelativo, e pelo uso mais recorrente das cenas jump scare, menos frequentes no original. Os clichés mais frequentes neste capítulo e a história menos empolgante e inovadora são sem dúvida os pontos fracos desta história que explora mais uma vez as assombrações e o mundo do oculto em conjugação com um drama familiar intenso e relatos que parecem por vezes reais pela forma impressionante como são contados. Há que dar mérito a James Wan pela fórmula de The Conjuring, sobretudo pela forma como explora os casos e ao mesmo tempo a história dos Warren, tornando-se apetecível mais uma sequela ou um spin-off, com tanto por contar.

Apesar das pequenas falhas que o afastam do nível do primeiro filme, The Conuring 2: A Evocação tira partido de um grande elenco e de interpretações eficazes que dão todo um outro encanto, detalhe e personalidade ao enredo. A história cativa sobretudo pela forma apelativa como é contada e apesar dos pequenos clichés e dos momentos mais previsíveis deixa a sua marca no género, contribuindo para uma grande experiência e sobretudo para um bom filme de terror que apesar de não ser brilhante e original, tem um grande potencial e uma energia envolvente. Bons sustos garantidos e uma história empolgante são os ingredientes principais desta sequela que não desaponta e levanta mais uma vez o pano para as histórias do oculto contadas por um dos grandes realizadores do género, James Wan.

stars_14

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