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Crítica | X-Men: Apocalypse (2016)

XmenAPTTXMENAPPOSTER

  • De: Bryan Singer
  • Com: Michael Fassbender, James McAvoy, Jennifer Lawrence
  • 2h24min

Bryan Singer está sem sombra de dúvidas longe do potencial e da genialidade que o caracterizou n’Os Suspeitos do Costume… Depois de ser o inovador por trás da grande revolução nos filmes de super-heróis, com histórias com um tom mais negro, profundo e simbólico que mudaram para sempre o espectro da fórmula típica dos grandes estúdios para o género, Singer vê-se atraiçoado pelo exagero, pela confusão e sobretudo por uma falta de conteúdo que sustente a força e o impacto que os últimos filmes (First Class e Days of Future Past) tiveram no universo cinematográfico dos X-Men. Depois de êxitos aclamados pela crítica e outros filmes não tão bem-sucedidos, eis que Singer aposta em grande, de forma ambiciosa e arrojada, para levar todo o universo para um novo rumo, mais entusiasmante talvez, mas acaba por falhar com um vilão desmedido, uma história pouco envolvente e cativante e um exagero a nível visual que depressa nos faz lembrar o estilo mais negro e visual de Zack Snyder. É caso para dizer que Bryan Singer teve ‘olhos maiores que a barriga’ e que toda a sua entrega e empenho não foram suficientes para trazer de novo a glória aos mutantes.

X-Men: Apocalypse remonta aos velhos tempos, com a ascensão de um mutante visto por muitos como um verdadeiro deus, como forma de introdução para um vilão que se apresenta com a incrível habilidade de consumir e adquirir os poderes de outros mutantes, tornando-se por isso numa espécie de falso deus que procura seguidores e admiradores com a velha máxima de dominar o mundo. Apocalypse é de longe um dos vilões mais poderosos alguma vez vistos no universo dos X-Men mas toda a filosofia e simbolismo vão perdendo valor à medida que o enredo toma rédeas que nos parecem familiares. De volta ao nosso mundo, Apocalypse reúne um novo grupo de seguidores, os quatro cavaleiros, entre os quais se incluí Magneto que, mais uma vez se junta ao lado errado com as mesmas crenças dos filmes anteriores, numa espécie de debate psicológico em que procura determinar de que lado deve estar. Para combater a tirania do falso deus, Mystique, Beast, Quicksilver, Jean e Cyclops juntam-se para defender os ideais do Professor Xavier, numa autêntica luta contra o tempo para salvar este das mãos de Apocalypse.

Voltamos então aos dilemas de Magneto, aos argumentos já conhecidos de Xavier e Raven e aos altos e baixos das relações entre ambos que se tornaram demasiado familiares, prejudicando todo o impacto visual e todo o enredo do filme. Do grande elenco que conta com Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, James McAvoy, entre outros, nada de mal a apontar, com interpretações que fazem justiça aos heróis respectivos e até mesmo as novas adições ao elenco, Sophie Turner, Tye Sheridan e o entusiasmante Evan Peters com mais tempo dedicado no grande ecrã, têm todo o potencial para permanecerem no universo. Menos bem, mas sobretudo pela personagem que interpreta, esteve Oscar Isaac que se viu prejudicado por um vilão pouco credível e ambicioso, cujo potencial é desaproveitado em prol de mais um confronto entre ideias de velhos amigos. A misticidade e o simbolismo de Apocalypse que procuram dar toda a ideia da proximidade ao fim do mundo como o conhecemos são como que deixadas para segundo plano assim que Magneto entra em cena e opta por seguir o caminho da destruição.

Em comparação com predecessor, Days of Future Past, X-Men: Apocalypse é uma desapontante sequela que perde todo o simbolismo, entusiasmo e que ao invés de cativar o espetador, deixa-o com uma constante impressão de que é apenas mais uma história a juntar ao universo, na qual nada de novo acontece, aparte de novas personagens que se juntam à equipa de mutantes. Mas apesar dos claros problemas no enredo e nalgumas das personagens, há que apreciar as histórias de Jean Grey e de Cyclops que procuram fazer o seu caminho na escola de jovens prodígios e as sequências cativantes e entusiasmantes de Quicksilver que conquista mais uma vez o ecrã com grandes momentos e uma personalidade muito própria e descontraída. Ainda que longe das expectativas e longe do potencial dos predecessores, X-Men: Apocalypse caracteriza-se por ser um daqueles casos em que a ambição desmedida trouxe sérios problemas. Faltou o entusiasmo, a tensão e o drama que estão tipicamente associados aos grandes êxitos do universo dos mutantes mas fomos brindados com novas e promissoras personagens que podem trazer um novo rumo à história que desta vez se viu perdida em rodeios e desenlaces familiares.

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