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Crítica | Todos Querem o Mesmo (2016)

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  • De: Richard Linklater
  • Com: Blake Jenner, Ryan Guzman, Tyler Hoechlin
  • 1h56min

Richard Linklater regressa ao grande ecrã com um género que lhe é familiar, para uma premissa que traz breves recordações de Dazed and Confused ao mesmo tempo que cativa e promove uma certa nostalgia com um ambiente característico dos anos 80 e com personagens absolutamente fascinantes que são o núcleo desta história de partilha e amizade. O deslumbrar dos comming-of-ages combina-se aqui com a azáfama e o ambiente elétrico das grandes universidades, com todos os estratos e grupos a serem representados com uma enorme dedicação. Todos querem o mesmo não é de todo um filme inovador nem uma derradeira homenagem aos tempos da Universidade… É apenas um retrato simples, dedicado e refletido com personagens com quem podemos facilmente criar alguma empatia e um sentido de humor muito próprio e nada forçado que confere a esta história um carácter muito próprio e descontraído.

A premissa é simples, sem grandes rodeios nem detalhes… Os primeiros dias, as primeiras festas e os primeiros momentos que antecedem um ano de Universidade contados do ponto de vista de um grupo composto por alguns dos melhores atletas jovens. Seguimos as desavenças, as conquistas, o dia-a-dia e a loucura da noite de um grupo de jovens que partilha entre si o gosto pelo desporto, a ambição e a vontade de viver ao máximo. São por isso as próprias personagens e relações entre estas que nos deixam sentir envolvidos pelo mood contagiante dos 80s, num retrato que se foca em todos os aspetos, até mesmo os emocionais, característicos de um ano diferente do habitual. Todos querem o mesmo capta com uma enorme dedicação a explosão de sentimentos e sensações dos primeiros momentos longe de casa, nos dias em que antecedem o início das aulas, conseguindo combinar os momentos de reflexão, mais íntimos, com as festas, os engates e a loucura, sem perder aquilo que o torna especial.

As personagens com origens e passados distintos juntam-se no mesmo lugar sobretudo pelas conquistas nos anos anteriores, num ambiente que lhes é estranho e competitivo. Horas a fio juntos, somos convidados a ver a transição progressiva e contínua de um ambiente frenético e agitado para um ambiente mais descontraído e de confiança, em que acima de tudo está o espírito livre e alegre que dá a alma e a dedicação a todo o filme. A estas vivências e a todo este ambiente de partilha e de descoberta, junta-se uma banda sonora com baladas e grandes êxitos de rock dos anos 80 que proporcionam uma experiência verdadeiramente única e apelativa.

Todos querem o mesmo é uma ode à juventude, contada de forma simples e honesta com personagens cativantes e um estilo genial que nos transporta diretamente para os anos 80. É um relato vivo, original e divertido das emoções em alta, das amizades e de tudo aquilo que traduz o espírito dos anos 80, numa deliciosa viagem ao passado da qual não queremos regressar.

stars_16

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2 Comments

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  2. Todos Querem o Mesmo: 4*

    “Todos Querem o Mesmo” mostra que um filme não precisa de ser complicado para ser algo de muito bom.
    Concordo quando diz que o filme é uma ‘ode à juventude’, é bem verdade.
    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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