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Crítica | Capitão América: Guerra Civil (2016)

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  • De: Joe Russo, Anthony Russo
  • Com: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson
  • 2h27min

Genial, sensacional, inspirador e carismático… É quase impossível não ficar admirado com este épico confronto entre super-heróis que vai muito mais além do que interesses e ambições pessoais. Já muitos outros filmes do universo cinematográfico da Marvel passaram por aqui e muitos deles conseguiram comprovar a eficácia e a grandiosidade do género, demonstrando carisma, atitude e sobretudo inovando aquilo que parecia ser uma fórmula de sucesso. A memória da sequela épica de Capitão América ainda está presente e devo dizer que face ao carácter ambicioso de todo este projecto, sobretudo pela quantidade de personagens envolvidas, sempre assumi o favoritismo em relação ao Soldado de Inverno como garantido. É de admirar e de destacar a forma como tudo é introduzido, a coerência nas ambições e nos motivos que levaram ao confronto e todo o épico build-up para um final que mantém a fasquia elevada para os restantes filmes do universo cinematográfico. Resumindo, estamos perante o melhor filme de sempre (pelo menos até à data) da Marvel!

O filme realça alguns dos tópicos já abordados recentemente, como a importância da ética na vida de um super-herói e constrói a volta de toda a calamidade internacional, uma história concisa sobre as decisões, os ideais e as vontades de cada um dos Vingadores que se dividem perante a assinatura de um documento que pode colocar em risco a sua liberdade e a forma como actuam para salvar a humanidade. São as ideologias políticas aliadas aos eventos catastróficos resultantes das grandes batalhas que promovem a discussão e aceitação de limites, impondo compromissos e a colaboração dos Vingadores com as organizações governamentais.  É perante esta situação que Capitão América e Homem de Ferro se colocam de costas voltadas, sem qualquer espécie de unanimidade. Contudo quando um terrível incidente põe em causa a necessidade de agir e de tomar as medidas necessárias, os ideais colidem e o mundo prepara-se para contemplar aquela que é a maior batalha de super-heróis alguma vez vista no cinema.

Nem o aspecto mais obscuro e sombrio de Zack Snyder consegue atingir a grandiosidade da sequência do Aeroporto, revelada com pequenos detalhes ao longo dos trailers. É neste palco que todos mostram as suas habilidades e em que temos o prazer de conhecer com mais detalhe os dois novos membros da equipa. Um deles, motivado por vingança e o outro… Bem digamos que nunca foi visto de forma tão carismática no grande ecrã. Homem-Aranha apresenta-se assim ao serviço de forma impecável, mantendo-se fiel ao estilo dos comics, com algum humor, referências e uma presença contagiante no ecrã que me deixou curioso para o que aí vem. Todos estão a postos numa luta e num desfile de habilidades e poderes em que desistir é renegar os ideais em que acreditam. Com um destaque habitual em aspectos técnicos, quer a nível visual quer sonoro com uma banda-sonora, esta épica batalha de quase duas horas e meia reflete o que de melhor se tem vindo a criar em todo o universo da Marvel.

É incrível a forma como quase uma dezena de super-heróis foi introduzida numa história sem parecer forçado nem exagerado, com uma narrativa refletida que mantém a credibilidade do universo do Capitão América, combinando os aspetos mais característicos desta trilogia com a familiaridade, o carisma e a personalidade mais forte de alguns dos elementos da equipa. No fim de contas é um grande filme de ação com uma história bem contada em que se reflete cada vez mais o interesse em aproximar o mundo fantástico dos super-heróis com uma realidade mais próxima da nossa e em que as motivações e as ambições conferem uma força e um potencial muito curiosos ao filme.

A tensão, o drama e a intensidade de alguns dos momentos chegam mesmo a conferir um carácter mais emocional e sentido a todo o filme, deixando de parte a ideia deste ser apenas mais um filme em que os heróis derrotam os vilões. Até porque aqui a vilania é substituída pelo medo geral e pelo confronto de opiniões e ideais que se revelam quando a humanidade está em perigo e há que encontrar uma forma de resolver os problemas. É de notar a forma como a Marvel eleva mais uma vez a fasquia do seu já notável universo cinematográfico oferecendo aos fãs entretenimento com um grande impacto e que procura acima de tudo proporcionar uma experiência espetacular ao espetador. Para um estúdio que vê nos Vingadores o seu grande trunfo está aqui a prova de que talvez não seja bem esse o caminho certo, tendo em conta que aos poucos se construiu uma das melhores trilogias de sempre de super-heróis, ao nível da trilogia de Christopher Nolan, com um Capitão América: Guerra Civil a demonstrar a vontade e a ambição de reinventar o género. Concluiu-se assim uma trilogia que não começou da forma mais entusiasmante mas que conquistou e derrubou todas as barreiras para se tornar na grande proeza da Marvel. Capitão América: Guerra Civil é um épico confronto com a humanidade em plano de fundo no qual é o espectador que acaba por sair vencedor.

stars_5

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1 Comment

  1. “Capitão América: Guerra Civil”: 5*

    “Capitão América: Guerra Civil” é altamente recomendado, gostei muito de o ter ido ver na Festa do Cinema.
    “Captain America: Civil War” tem uma história excelente e vários personagens bem enquadrados na sua intriga, o que só mostra a sua coesão.

    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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