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Crítica | O Livro da Selva (2016)

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  • De: Jon Favreau
  • Com: Neel Sethi, Bill Murray, Ben Kingsley
  • 1h45min

É notável a forma como a Disney tem-me deixado sem palavras nos últimos dois filmes que tive o prazer de ver, ou melhor dizendo experienciar. Sim, porque há uma magia muito peculiar por trás desta nova adaptação d’ O Livro da Selva que torna este breve reencontro com uma história da minha infância numa experiência visualmente apelativa e cativante que conseguiu reproduzir o tom memorável e inspirador que o enredo tanto merece. Já há algum tempo que somos brindados com adaptações em imagem real de clássicos por parte da Disney mas nunca com este ímpeto e esta dedicação que preenchem a tela e dão uma nova vida a Mowgli, Baloo e Bagheera.

O que mais se destaca neste reencontro peculiar são sem dúvida os efeitos visuais que num grande ecrã nos transportam diretamente para uma selva repleta de vida, cor e de personagens marcantes que fizeram parte da infância de muitos e que nos deliciaram com uma alegria contagiante que continua a ser a imagem de marca da história. Acompanhamos a vida da pequena cria de homem, Mowgli, desde os seus primeiros passos na imensa selva, enquanto foi acarinhado pela alcateia dos lobos que o acolheu com uma enorme dedicação até ao momento terrível em que se vê confrontado pelo temível tigre Shere Khan que não suporta a sua presença. É então que Bagheera decide tomar uma decisão importante para a vida do pequeno rapaz, optando por levá-lo para a cidade dos homens, onde o domínio do fogo impera mas, pelo meio, surgem muitas personagens e peripécias curiosas e uma amizade improvável entre um miúdo e o urso traz ao de cima as emoções e a alegria contagiante que caracterizaram desde sempre a história.

Para os mais reticentes, esta nova adaptação d’ O Livro da Selva acaba por ser o rejuvenescer de um conto clássico com os detalhes que todos reconhecemos e que nos proporcionam uma experiência que é como que um misto entre surpresa e nostalgia. Os belos efeitos visuais que se destacam sobretudo nos incríveis detalhes das personagens e nas paisagens que são de cortar a respiração, são como que a cereja no topo de um bolo feito com uma dedicação evidente e com um enorme apreço pelas características únicas de cada personagem. A curiosidade e astúcia de Mowgli contrastam com a preguiça, a simpatia e a esperteza de Baloo, numa amizade que recupera alguns dos elementos mais especiais do filme de animação da Disney, como uma versão mais natural de The Bare Necessities.

O vasto leque de grandes actores que dá voz às personagens contribuí também para esta muito agradável surpresa, onde se destacam a versão mais humorística e cativante de Baloo por Bill Murray, Bem Kingsley um imponente Bagheera que se mantém fiel e ao lado de Mowgli desde o início e ainda Christopher Walken a dar vida a King Louie, um macaco que procura tirar partido de Mowgli para conquistar a selva. A estes nomes juntam-se tantos outros para dar vida a uma adaptação difícil quer por implicações tecnológicas e visuais, quer pelo fardo enorme que é trazer ao de cima a pureza e a magia de uma história em que a amizade, a astúcia e a coragem estão constantemente presentes. Com uma possibilidade considerável de fracassar, a Disney optou por arriscar com uma enorme dedicação e deu toda uma nova grandiosidade a esta história que se tornou numa experiência mágica quer para miúdos quer para graúdos.

Uma aventura repleta de momentos deliciosos em que a boa disposição está mais que garantida, que se mantêm fiel ao dar vida a muitas das características e detalhes únicos da história e que conquista o espetador, quer pelo incrível sentido de humor de algumas das personagens, quer pelos sentimentos e emoções que se refletem ao longo do filme ou mesmo pela história humilde de um rapaz que mostrou toda a sua força e coragem para permanecer no único lugar a que pode chamar de casa, na companhia de amigos improváveis que contribuem para a alegria contagiante e para o despertar de emoções que transparece ao longo do filme e que o tornam numa experiência absolutamente imperdível.

stars_14

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