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Crítica | O Principezinho (2015)

  • Realizado por: Mark Osborne
  • Com: Rachel McAdams, Benicio Del Toro, Paul Rudd
  • 1h48min

A forma como Mark Osborne dá vida à obra-prima de Antoine de Saint-Exupéry leva-nos de volta aos tempos de infância, para uma realidade que é familiar a quase todos e que é retratada duma forma doce e sincera, elevando os princípios fundamentais que nos regem e que fazem de nós humanos. A importância dos sentimentos e das relações nas nossas vidas é assim o ponto de partida para uma história multigeracional que tem como pano de fundo as aventuras do jovem príncipe que vivia num asteroide e que encontra um aviador em pleno deserto no meio de uma viagem pelo Universo. O Principezinho faz então a ponte entre a realidade e o mundo de uma menina que se vê cedo de mais perante a dura tarefa de se tornar adulta e a realidade de um Aviador que viu de tudo um pouco ao longo da sua vida.

Acompanhamos então uma menina firmemente ligada aos objetivos de vida da mãe enquanto se esforça dia após dia para se tornar num adulto exemplar, cujo caminho encontra-se ditado num enorme quadro de tarefas e objetivos ínfimos definidos pela mãe. É ao mudar de casa, numa aparente estratégia para fazer parte de uma prestigiada academia que a pequena rapariga conhece um vizinho invulgar que a transporta para um mundo desconhecido, provindo de uma história mágica. Aviador nos tempos de ouro, o vizinho apresenta-lhe a história que conhecemos do livro de Saint-Exupéry, contando as peripécias no seu ponto de vista. De um incompreendido desenho de uma jiboia somos transportados para uma história de sobrevivência em pleno deserto em que um jovem Príncipe vindo do nada pede ao aviador que lhe desenhe uma ovelha. Uma história em que tudo é possível e que nos revela diferentes pontos de vista de adultos exemplares, servindo como pilar para uma aventura mágica e emocionante de uma menina que ainda não sabe bem quem é e aquilo que quer ser.

Mark Osborne capta com enorme detalhe os traços de personagens excêntricas e cativantes enquanto a pequena rapariga parte à descoberta de quem se quer tornar a partir de uma história mágica de um pequeno príncipe que vê o melhor nas pessoas e que segue numa viagem em busca daquilo que existe para lá do seu pequeno asteroide. As peripécias e os pormenores da história são contados através de sequências animadas que nos levam para o universo desenhado pelo autor do livro e são complementadas coma jornada de uma rapariga em busca dos seus interesses e daquilo que a define. O Principezinho é, no fim de contas, uma bonita viagem pelo mundo dos sonhos e da imaginação e pelo mundo real que faz a ponte entre os ideais de diferentes gerações enquanto demonstra que aquilo que verdadeiramente importa são as relações e aquilo que nos define e não o que a sociedade pretende de nós. Uma bonita mensagem para ser partilhada com os mais pequenos, naquela que é a adaptação de um dos livro que todos conhecemos ou julgamos conhecer desde pequenos.

stars_16

 

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