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Crítica | STAR WARS: O Despertar da Força (2015)

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  • Realizado por: J. J. Abrams
  • Com: Harrison Ford,  Oscar Isaac, John Boyega, Daisy Ridley
  • 2h15min

Para lá da euforia e da nostalgia dos fãs mais ávidos do universo criado por George Lucas em 1977 e que se tornou num marco da história do cinema, há que dar mérito ao investimento e dedicação que se sobrepuseram ao risco de relançar a saga após uma trilogia de prequelas que ficou aquém das expectativas. Pois foi nas mãos de J.J. Abrams, responsável pela série Lost e por recentes êxitos como Super 8 e Star Trek, que a Disney depositou toda a confiança em relançar a saga que definiu os blockbusters e, mais de 30 anos depois d’ O Regresso do Jedi a expectativa e a curiosidade tornaram O Despertar da Força num encontro de gerações que espera reencontrar o espírito e a aventura que definem o universo original de Star Wars. Aos regressos do elenco original (Harrison Ford, Mark Hamill e Carrie Fisher) juntam-se inúmeros nomes de destaque como Adam Driver que dá vida ao vilão Kylo Ren, Oscar Isaac na pela de Poe Dameron, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Andy Serkis, John Boyega e a estreante mas talentosa Daisy Ridley que dá vida à nova “heroína” da história, Rey. São estes os ingredientes, acompanhados pelo avanço tecnológico do género que juntos revitalizam uma saga que se reencontrou com os fãs e que promete surpreender nos próximos anos.

É verdade que J.J. Abrams podia ter optado por arriscar mais, havendo oportunidade quase que para reinventar o universo mas compreende-se perfeitamente a opção de agradar aos fãs mais ávidos com uma história que recupera a aventura, o estilo e uma série de elementos dos três primeiros episódios combinando pequenas referências e momentos com um enredo mais atual em que a reinvenção e a nostalgia se misturam de forma homogénea de forma a criar um relançamento triunfante da saga. Ainda que por vezes sejam demasiados óbvios os elementos de Star Wars e de The Empire Strikes Back, há uma combinação interessante entre o passado e o presente que funciona como um virar da página e como o início de uma nova era.

Em Star Wars: O Despertar da Força, o Império, derrotado n’O Regresso de Jedi na épica batalha que uniu toda a rebelião para destruir a ameaça, é substituído por uma nova e mais poderosa legião, a Primeira Ordem, comandada pelo misterioso Sith, Kylo Ren, cujo desejo é o de encontrar e de destruir o último Jedi, Luke Skywalker, de forma a poder conquistar toda a galáxia. Com Luke fora do radar, os esforços tanto da Resistência como da Primeira Ordem para o encontrar multiplicam-se. É neste panorama que conhecemos as novas personagens do universo, Poe, Finn e Rey. Ao encontrar um BB-8 perdido no meio do planeta Jakku, com as coordenadas da localização de Luke Skywalker, Rey torna-se um alvo da Ordem mas com a ajuda de Finn, um desconhecido que surge no planeta, desesperado, à procura do droide desaparecido, embarca numa aventura que os leva a conhecer o lendário Han Solo e a entrar na batalha entre a Ordem e a Resistência.

Das novas personagens há que destacar Rey, interpretada pela estreante Daisy Ridley e que tem vindo a dar que falar pela interpretação e por ser um dos símbolos da nova trilogia e dar algum crédito tanto a John Boyega que interpreta Finn, o Stormtrooper que fugiu do rebanho para salvar Poe Dameron das mãos do inimigo, e a Adam Driver que tipicamente se apresenta e se destaca em comédias e que veste nesta saga o papel de Kylo Ren, um vilão com algumas (ainda são umas quantas) semelhanças com Darth Vader. Mas entre todos os pilares da história, Oscar Isaac como Poe, mais um talentoso piloto para competir com Han Solo, acabou por cair nas minhas preferências ao ser um elo de ligação entre a trilogia original e esta nova aventura, recuperando a energia, a coragem e tantas outras características da icónica personagem interpretada por Harrison Ford.

J.J. Abrams recupera a alegria, a emoção e a aventura de uma geração num filme imparável que impressiona a nível de efeitos visuais e que que tem todos os elementos que constituem um verdadeiro blockbuster. Há entretenimento para os mais pequenos e para aqueles que conhecem a saga desde os primeiros anos e é sem dúvida um grande pontapé de saída para uma nova trilogia que promete revitalizar o universo de George Lucas. Uma visão fiel à trilogia original e que traz de volta ao grande ecrã todo um universo e uma série de personagens adoradas pelos fãs.

stars_14

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