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Crítica | Sicario – Infiltrado (2015)

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sicario (2015)

  • Realizado por: Denis Villeneuve
  • Com: Emily Blunt, Josh Brolin, Benicio Del Toro
  • 121 Minutos

Denis Villeneuve brindou-nos com o thriller intenso Prisoners em 2013 (já lá vão 2 anos…) e desde então que desenvolvi uma certa curiosidade pela sua filmografia. É verdade que Enemy, baseado no livro de José Saramago me soube a pouco e não caiu nas minhas preferências mas Sicario aparentava ser um thriller verdadeiramente empolgante. Por breves momentos, vieram-me imagens da série The Bridge com os cartéis de droga mexicanos a exercerem a sua influência dentro do país e além-fronteiras enquanto as vagas de crimes violentos por aquelas bandas se alastram de uma forma impossível de controlar. A começar por uma história intensa centrada numa operação de segurança que visa destruir o império de um cartel mexicano responsável por uma incalculável série de crimes violentos e a culminar num elenco liderado por Emily Blunt, Josh Brolin e Benicio Del Toro, Sicario apresenta-se com um dos derradeiros must-sees do ano.

O grande aumento da violência na guerra contra as drogas perto da fronteira entre os E.U.A. e o México tornam imediata a ação das forças de segurança para impedir que os eventos violentos se repitam. É neste cenário que Sicario se desenvolve, começando por nos apresentar a agente do FBI Kate Macer, interpretada por Emily Blunt, numa missão que envolve resgatar reféns numa casa presumivelmente habitada por elementos de um cartel de droga. O que aparentava ser uma típica de resgate depressa ganha contornos macabros e violentos que reforçam a necessidade de agir o quanto antes para prevenir o alastramento da violência na área. A personalidade idealística e segura de Kate, reconhecida pelos seus colegas, leva-a a ser selecionada para uma missão de carácter secreto com objetivo de erradicar o cartel de droga responsável pelos eventos macabros da missão de resgate. Contudo, apesar dos objetivos da missão serem do agrado da agente, a forma pouco ética como a equipa se prepara para ganhar a guerra contra a droga leva a chegar a um quase ponto de rutura em que os seus ideais são postos à prova.

Enquanto a personagem interpretada por Blunt trava esta batalha psicológica contra os seus ideais naquele que é um grande desempenho, esta tenta lidar com o líder da missão, o agente Matt Graver, interpretado por Josh Brolin, e com um misterioso homem selecionado para a missão fruto do seu conhecimento relativamente à forma como os cartéis de droga operam, Alejandro, interpretado por Benicio Del Toro, o grande destaque do filme. É deveras interessante ver a forma como Kate evoluí ao longo do filme enquanto lida com os ideais menos éticos de Matt, dando um carácter muito mais substancial ao filme que vai para lá de uma simples guerra contra a droga. Ainda que Matt lidere uma missão na qual existe autorização para não seguir protocolos, a forma como a equipa age é quase inacreditável, revelando uma capacidade estratégica e uma enorme frieza na personagem. Contudo e como já foi referido, Alejandro, a personagem misteriosa que conhece os cartéis por dentro e por fora, acaba por ser aquele que se destaca mais no filme fruto dos seus ideais, das suas ações e da forma como a personagem é desenvolvida ao longo do filme, revelando detalhes cada vez mais empolgantes. Mas guerra psicológica travada por Blunt aliada a uma personagem fria, misteriosa e que nos deixa completamente focados no seu desenvolvimento, interpretada por Del Toro são apenas alguns dos pontos (muito) positivos a referir sobre o filme.

Há que destacar a história intensa e empolgante que se desenvolve com um ritmo característico de Villeneuve e que cria uma enorme tensão à volta das personagens do filme. Os contornos macabros que a história adquire e a envolvente misteriosa da narrativa tornam Sicario numa viagem completamente alucinante que capta a atenção do espetador do início ao fim. Os grandes desempenhos reforçados por personagens que fazem valer a pena esperar por desenvolvimentos na narrativa e a história misteriosa que se desenvolve num cenário inóspito e cruel onde a civilização se vê sem regras nem ética tornam o novo filme de Villeneuve num thriller surpreendente, apelativo e empolgante que merece ser destacado como um dos melhores filmes do ano até à data.

stars_16

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3 Comments

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  2. “Sicário – Infiltrado”: 5*

    “Sicário – Infiltrado” é um filme veemente, cruel e algo cru mas muito realista e é por isso que é excelente.
    “Sicario” vence pela sua lado técnico, onde destaco a sua realização e a sua direção de fotografia.

    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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