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Crítica | The Walk – O Desafio (2015)

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  • Realizado por: Robert Zemeckis
  • Com: Joseph Gordon-Levitt, Charlotte Le Bon, Guillaume Baillargeon
  • 123 Minutos

Devo começar por dizer que até à data foram poucas as experiências que valeram verdadeiramente a pena serem vistas no formato IMAX 3D. Gravity foi talvez o caso mais marcante pela envolvência incrível e pela grande qualidade visual, seguindo-se talvez Interstellar na lista. A razão que leva um filme a brilhar num ecrã IMAX é sobretudo a envolvência que proporciona e o próprio impacto desta… As boas experiências visuais acabam sempre por beneficiar de uma projecção de qualidade superior e, no caso do novo filme de Robert Zemeckis, a fórmula confirma-se com algumas das sequências mais desafiantes que tive a oportunidade de assistir numa sala de cinema. Dou desde já os parabéns à equipa responsável pelo Marketing do filme que tem deixado marca e tem gerado muita curiosidade à volta dos espectadores, tornando provavelmente esta história na experiência IMAX do ano.

Longe dos triunfos de Zemeckis como Forrest Gump e Regresso ao Futuro, a verdade é que The Walk – O Desafio é sobretudo uma história fofinha com repercussões megalómanas que a tornam num relato inspirado de bravura e coragem. Tendo estreado numa altura competitiva com Evereste e Perdido Em Marte nas salas de cinema, a verdade é que é difícil de prever o sucesso deste filme a nível de bilheteira. The Walk, tal como Evereste vive um pouco à margem da experiência que proporciona e são os momentos vertiginosos que acabam mesmo por fazer valer a pena ver o filme, tendo em conta que a história leva algum tempo a ganhar forma e tendo em conta que se centra na concretização do sonho de uma vida. No fim de contas, gira tudo à volta da personagem interpretada por Joseph Gordon-Levitt, Philippe Petit, um equilibrista que em 1974 contrata uma equipa de pessoas em quem confia a sua vida para concretizar um sonho “impossível”: atravessar o tremendo vazio entre as torres do World Trade Center através duma corda de aço. Levitt que interpreta aqui uma personagem francesa é também o narrador da história, contando como concretizou o seu sonho e possuí uma pronúncia algo peculiar que leva algum tempo até se tornar habitual. Acompanhamos então a saga de Philippe Petit desde um jovem aspirante a equilibrista até às suas primeiras atuações, havendo tempo para nos familiarizarmos com a personagem.

Depressa Philippe se depara com uma ideia que aparenta ser a atuação de uma vida e que por mais louca que possa parecer não lhe sai da cabeça. A partir daqui e com as torres perto do fim da construção, elabora um plano e procura pessoas que o possam ajudar e que acreditem no seu sonho ou pelo menos que não duvidem deste. É com este ritmo mais ou menos elaborado que nos aproximamos do tão desejado desfecho onde a magia e o impacto visual do filme tornam a história numa experiência imperdível capaz de provocar um enorme impacto no espectador, sobretudo àqueles que têm de facto problemas com alturas. O maior problema da história prende-se sobretudo com o facto desta apenas fazer uma espécie de build-up para a travessia das torres, faltando momentos marcantes ou que prendam o espectador ao ecrã. Ainda que as personagens sejam bastante afáveis, não existe ali uma grande empatia com a história até que Levitt se coloca sobre a corda de aço. A partir daí, ficamos vidrados e focados no ecrã, envolvidos por toda aquela adrenalina e emoção e por talvez algumas das sequências mais trepidantes que tive o prazer de ver no cinema. A sensação de estar suspenso num cabo de aço entre duas torres com mais de 400 metros de altura é aterradora e, por breves momentos, a forma como a travessia é captada permite-nos ter uma breve sensação do quão aterrador e emocionante é estar ali.

Uma experiência sublime que é mais do que recomendada para ser vista em IMAX 3D ou pelo menos no maior ecrã possível e que nos leva a experienciar algumas das sensações de um equilibrista a uma altura megalómana capaz de deixar qualquer um impressionado e sem palavras. Uma história inspiradora sobre a coragem e determinação de um homem que colocou a sua vida em risco para concretizar um sonho que de modo algum parecia possível, The Walk – O Desafio leva-nos aos céus de Manhattan para testemunhar o impossível e experienciar a incrível travessia entre as duas míticas torres concretizada apenas por um só homem que é aqui homenageado pela sua determinação e pela sua história verdadeiramente inspiradora.

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