★★★, Críticas, Highlight Reviews, Português, Reviews
Comments 2

Crítica | Evereste (2015)

evereste_poster

  • Realizado por: Baltasar Kormákur
  • Com: Jason Clarke, Josh Brolin, John Hawkes, Robin Wright, Michael Kelly, Sam Worthington
  • 121 Minutos
  • Apenas disponível em Português.

Se pararmos para pensar um pouco no que diz respeito a filmes catástrofe, a verdade é que existe pouca coisa boa a referir ou a relembrar no género. Ainda que sejam êxitos instantâneos de bilheteira a maioria das vezes, o aspeto catastrófico da narrativa acaba por dominar o filme, deixando de lado a qualidade do conteúdo. Contudo, há muito para apreciar em Evereste… Seja como experiência ou até mesmo pela história, a verdade é que tanto visualmente como empolgante, Evereste transporta o espetador para cenários monumentais e paisagens de cortar a respiração numa história de coragem e de sobrevivência. Com um elenco de luxo que conta com nomes como Jason Clarke, Josh Brolin, Robin Wright, Keira Knightley e Jake Gyllenhaal, Evereste é uma experiência que deve ser vista no cinema, se possível no maior ecrã possível, para proporcionar uma incrível sensação de profundidade e de imensidão. Na cadeira de realizador está Baltasar Kormákur.

A vontade de chegar ao ponto mais alto do mundo e o desejo de testemunhar a Natureza e todo o seu esplendor leva a que cada vez mais grupos de actividades radicais, muitas vezes dedicados ao montanhismo, organizem excursões a este lugar mítico para uma experiência verdadeiramente marcante. No filme acompanhamos a jornada de duas equipas, cujos limites são desafiados por uma violenta tempestade de neve que coloca as vidas de todos em risco, a milhares de metros de altitude. Mas o problema com Evereste é o facto de que mesmo com um enorme potencial e com uma história marcante que põe em destaque a capacidade do ser humano de resistir a condições adversas de forma a sobreviver, o número de personagens que nos são apresentadas não é compatível com a duração do filme. Somos como que obrigados a acompanhar uma série de personagens, cada uma com o seu background e uma história de vida que os leva a querer arriscar e a subir ao cume da imponente montanha. Ainda que hajam histórias emocionantes e tocantes pelo meio e personagens com as quais podemos estabelecer alguma ligação, o grande elenco do filme acaba mesmo por ser o maior obstáculo deste ao impedir o espetador de se focar numa narrativa principal. Digo isto porque ao ver Evereste, a impressão que fica é que este não é o típico filme de catástrofe para aqueles que querem ser satisfeitos com uma boa dose de entretenimento.

O filme tem uma grande carga dramática e emocional, com a tempestade no plano de fundo e grande parte deste é passada a seguir a história das personagens e das suas vivências e partilhas. Um destaque especial para as personagens interpretadas por Jason Clarke, Jake Gyllenhaal e Josh Brolin que foram sem sombra de dúvidas as mais marcantes da trama, mesmo com toda a dificuldade em acompanhar as histórias. Dividido em duas partes bem distintas, uma das quais preenchida com momentos intensos e de certa forma devastadores, Evereste poderia ter um impacto maior se não se focasse em tantas personagens que acabam por vezes por acrescentar pouca relevância à trama. No entanto, mesmo com este pormenor menos positivo, há que destacar o impacto visual do filme com paisagens imponentes e magníficas e ainda a grande viagem cultural que é feita a uma região com tanta diversidade e com uma ligação muito próxima a Natureza. Evereste é uma experiência visualmente deslumbrante que nos leva muito para lá da cadeira e da sala de cinema para uma expedição incrível. Tem alguns aspetos a melhorar mas no género destaca-se pela carga emocional e pelos bons desempenhos de um elenco de grandes nomes… É no fundo uma experiência que explora tanto as fraquezas como a coragem do ser humano e que leva aos limites a condição física das personagens numa viagem a um dos locais mais imponentes do mundo.

stars_12

Advertisements

2 Comments

    • Até foi pena não ter visto mais dele… Aliás foi pena não ter visto mais de quase toda a gente ali… Tanto talento e tão pouco tempo para o mostrar. Enfim, pelo menos foi feito com pés e cabeça e não com o objectivo único de entreter 😉

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s