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Crítica | American Ultra – Agentes Improváveis (2015)

American Ultra Title

  • Realizado por: Nima Nourizadeh
  • Com: Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Connie Britton
  • 96 Minutos
  • English: british-flag

Talvez uma das comédias que aguardava com maior curiosidade e que, infelizmente, acabou por ficar muito aquém do esperado… Americana Ultra – Agentes Improváveis o do realizador de Project X prometia gargalhadas sem fim fruto de uma dupla inesperadamente genial composta por Jesse Eisenberg e Kristen Stewart mas o aparente potencial não foi suficiente para fazer valer o enredo invulgar e a comédia “tola”. Ainda que a química entre os dois actores seja contagiante e que sejam claras as boas intenções, o ritmo e o exagero do filme fazem com que este deixe um pouco a desejar, acabando por ser bom para distrair e pouco mais. Talvez o excesso de expectativas tenha levado a um maior desagrado porque, honestamente, não posso dizer que desgostei completamente daquilo que vi… Americana Ultra – Agentes Improváveis é um filme de acção irreverente e completamente louco mas recai pouco sobre a comédia que esperava que fosse, tornando-se demasiado sério pelo meio e perdendo assim alguma credibilidade.

Americana Ultra – Agentes Improváveis, é uma comédia de ação ultra marada sobre Mike [Eisenberg], empregado de uma estação de serviço que vive com a sua namorada Phoebe (Stewart) numa pequena cidade do interior com uma rotina diária, aparentemente, infeliz e desmotivada que, de repente, vê a sua vida virada do avesso. Sem se lembrar absolutamente de nada, Mike é um agente da CIA altamente treinado, letal que anda sempre mocado. Num piscar de olhos, o seu passado secreto volta para assombrá-lo e Mike vê-se no meio de uma operação do governo que quer eliminá-lo, de uma vez por todas. Para o ajudar nesta maratona marada de ação, Mike é forçado a convocar o seu herói de ação interna para sobreviver. [Sinopse: Pris Audiovisuais]

Sem papas na língua, a história arranca logo de forma meio irregular… Mike está sentado à frente de dois agentes e é obrigado a contar tudo aquilo que se sucedeu nas horas anteriores, apresentando-nos uma série de imagens que revelam uma espécie de ataques brutais na cidade e começa por descrever os dois universos paralelos por onde a trama se desenvolve… Por um lado temos a CIA, onde aparentemente está prestes a ter lugar uma missão ultra secreta com vista a eliminar um dos activos mais preciosos da agência e por outro o casal de namorados Phoebe e Mike que se destaca por uma grande química e por duas personagens que segui com todo o gosto enquanto a trama se desenrolou. Ainda que hajam pequenos detalhes na missão da CIA que só sejam revelados lá para o fim, sabemos desde logo que Mike está em perigo e que há algo de suspeito à volta da missão. A personagem de Eisenberg é carismática e ver a forma alucinante e tresloucada como este reage aos sucessivos ataques da CIA é apenas um dos pontos positivos do filme. Uma série de sucessivos ataques surpresa que colocam Eisenberg em linha de fogo e que demonstram as habilidades do agente “adormecido”. Para um rapaz que vive os dias a fumar erva e a criar histórias para personagens do outro mundo, Mike é surpreendido não só pelos atacantes mas também pelas suas reações inesperadas que acabam por ser os momentos mais engraçados da história. Também Phoebe é apanhada de surpresa ao início e fica quase que atónita enquanto o namorado se defende dos “mauzões”. A descontração e a relação entre os dois é contagiante e acabam por reforçar o potencial do enredo invulgar.

O grande problema do filme reside sobretudo no exagero, tanto no plano maquiavélico e secreto da CIA como no background das personagens que prejudicam a credibilidade do enredo e acabam por ser pontos negativos relevantes deste. O enredo preenche-se com sequências de ação alucinantes e fora do vulgar e com alguns (poucos) momentos hilariantes. Uma história que prometia ser uma comédia recheada de ação mas que acabou por ser um filme de ação tresloucada com poucos motivos para fazer rir o espetador. Ainda que as personagens sejam um aspecto a destacar, a pouca consistência na história e o ritmo irregular do filme acabam por contrastar negativamente. American Ultra não tem limites mas peca pela falta de conteúdo quando tenta ser demasiado sério, perdendo potencial e credibilidade à medida que a história se desenrola. Fica aqui uma sugestão para passar o tempo e para animar um pouco mas que deixa a desejar com uma premissa que parecia inovadora e irreverente.

stars_09

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2 Comments

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  2. “American Ultra: Agentes Improváveis”: 4*

    “American Ultra: Agentes Improváveis” é bastante bom e tem uma história repleta de ação e de diversão, mas falta-lhe algo.
    “American Ultra” entretém e é interessante, contudo não é uma obra-prima.

    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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