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Crítica / MOTELx | Burying the Ex (2014)

  • Realizado por: Joe Dante
  • Com: Anton Yelchin, Ashley Greene, Alexandra Daddario
  • 89 Minutos

Burying the Ex é o mais recente filme do realizador Joe Dante, conhecido sobretudo por Gremlins, um filme que de certa forma se adequa ao género Horror Comedy em que este novo trabalho se insere. Uma comédia romântica com mortos-vivos à mistura… É esta a proposta de Joe Dante durante 90 minutos de piadas (muitas sem efeito), situações caricatas e um romance forçado. É no fim de contas um filme para descontrair e com algumas peripécias humorísticas mas falta potencial para agradar aos fãs do género. Os mortos-vivos aqui dão um contexto mais ‘aterrorizante’ à trama mas na verdade são um acessório a uma história repleta de clichés e de momentos previsíveis.

Esta é uma comédia com um estilo semelhante a Shaun of the Dead mas cuja substância é insuficiente para fazer valer a duração do filme. É a típica história do casal que está feliz mas que cai na rotina e mais tarde um dos dois percebe que não está assim tão bem e decide acabar a relação, acabando por se envolver mais tarde com a sua verdadeira alma gémea. O terror aqui está nas peripécias particulares que fazem desta uma Horror Comedy invulgar… Quando Max, o homem da relação, descobre que não é verdadeiramente feliz ao lado da sua namorada ‘ecológica’, decide acabar com ela mas infelizmente os seus planos são travados por um atropelamento que vitima a rapariga mesmo à sua frente. A morte de Evelyn acaba então por ser apenas o início de uma maldição que engloba o casal maravilha. Após sair com uma rapariga mais interessante do seu ponto de vista e após sentir-se apaixonado de novo, Max é confrontado com um problema tremendo… A sua ex-namorada voltou dos mortos para que fiquem juntos para todo o sempre como prometido.

A partir daqui, a trama desenvolve-se rapidamente e Max procura encontrar uma forma de se livrar de Evelyn sem ter coragem para lhe dizer que já não é feliz com esta e que quer terminar a relação. Constantemente atormentado por ela e ao mesmo tempo seduzido pela outra rapariga, Max tem de se apressar a encontrar uma solução antes que Ev o tente matar para que fiquem mesmo juntos para sempre. O problema com Burying the Ex é o facto da sua premissa invulgar ter sido desenvolvida de uma forma pouco ou nada interessante, criando poucos momentos que permitissem criar alguma empatia com o espetador. Os problemas e a forma como as personagens reagem às peripécias são como que abalroados por momentos cómicos que muitas das vezes não funcionam.

Enquanto a história se desenvolve, esta aventura cómica com uma pitada de Terror segue caminhos quase bizarros e vê como fonte de humor situações caricatas e irreverentes. A química entre as personagens é quase inexistente e é impossível imaginar uma possível relação séria entre os dois ex-namorados, perdendo-se logo aí parte da premissa. Burying the Ex acaba por funcionar apenas para aqueles que procuram um filme mais ligeiro com pouco sumo a tirar dali… Uma comédia quase que desprovida de graça e repleta de situações demasiado invulgares para parecerem possíveis (não se incluí aqui a reencarnação de Evelyn). Com uma história que me fez recordar diversas vezes Shaun of the Dead pela forma como o Terror combina aqui com a Comédia, Joe Dante podia ter feito muito mais para que este Burying the Ex funcionasse. Infelizmente, o filme cai na vulgaridade e falha em surpreender o espetador em ambos os géneros em que incluí.

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