Crítica | Nós Somos Teus Amigos (2015)

Crítica | Nós Somos Teus Amigos (2015)

we are your friends title

  • Realizado por: Max Joseph
  • Com: Zac Efron, Wes Bentley, Emily Ratajkowski
  • 96 Minutos
  • English: british-flag

Não sou um fã de música electrónica e não consigo perceber a onda de amor que se desenvolveu à volta do género nos últimos anos e que colocou os DJs e os produtores musicais no topo da indústria com músicas que se tornam êxitos instantâneos repletas de ritmos e que conquistam público pela sua atractividade e não pelo conteúdo… Ao lerem isto já sabem o que vos espera nesta pequena análise a um filme que vi sem quaisquer expectativas. Nós Somos Teus Amigos foi apenas um mero caso de entretenimento ‘barato’ com pouco potencial mas que poderia ter feito alguma diferença ao contribuir para desmistificar a forma como a indústria musical funciona nos dias de hoje. Para além das músicas que lhe deram um visual de um vídeo-clip mais moderno, pouco ou nada aqui faz com que valha a pena uma visualização do filme. Não existe diversão, empatia nem a adrenalina de filmes do género e quanto à história e personagens é complicado encontrar um elemento de destaque. Nós Somos Teus Amigos é dedicado a uma geração mais nova, a ‘geração MTV’ e, para além do público-alvo pouco esforço se vê para conquistar o público mais curioso.

Há um romance proibido no ar, uma luta por um sonho e festas enormes a acontecer… Nós Somos Teus Amigos é tudo aquilo que se pode esperar do típico filme de adolescentes com música e DJs a o barulho. Em vez de se apresentar como uma oportunidade para conhecer um pouco da indústria musical, o filme foca-se mais em ambições da personagem principal (Cole Carter) e deixa de parte a dificuldade de chegar ao topo. Logo no início do filme, somos convidados a ver Cole com uma sorte tremenda, deixando de ser o DJ desajeitado que toca nos bares para ter bebidas gratuitas para se tornar amigo duma espécie de David Guetta com um enorme número de fãs pelo mundo fora. Cole aprende os elementos básicos e como se tornar num artista adorado por todos, enquanto se apaixona pela namorada do novo ‘melhor’ amigo, interpretada por Emily Ratajkowksi. Sonhos, música e uma história atrapalhada e previsível… É isto o que se obtém do filme que para além de ser visualmente apelativo, nada faz para conquistar o público mais exigente.

Aqui, as personagens pouco ou nada importam… Os amigos de Cole tentam ganhar a vida com empregos errados e quanto ao famoso DJ e à sua namorada que passa o filme a seduzir Cole, são apenas um exemplo da verdadeira mensagem oculta do filme, que contradiz todo o esforço necessário na indústria… Os sonhos tornam-se realidade se tivermos sorte e não apenas com trabalho árduo. O filme é no fim de contas, uma mixórdia de festas com confrontos provocados por razões egoístas. Para além disto, existe ainda um enredo secundário com uma visão do mercado imobiliário que em nada contribuí para a história a não ser com alguns clichés. Envolto em romance e com um visual mais apelativo para esta estação do ano, a primeira experiência cinematográfica de Max Joseph, um dos homens envolvidos no programa da MTV Catfish, acaba por ser infeliz, desenhada sobre um enredo desapontante e com personagens que não compensam o excesso de música e festas no filme. Resumidamente, Nós Somos Teus Amigos é um videoclip de hora e meia que procura dar ênfase a importância da amizade mas que se perde nos contornos da história sem qualquer tipo de diversão, adrenalina e empatia.

stars_07



0 thoughts on “Crítica | Nós Somos Teus Amigos (2015)”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.