Crítica | Amy (2015)

Crítica | Amy (2015)

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  • Realizado por: Asif Kapadia
  • Com: Amy Winehouse, Mitch Winehouse, Mark Ronson
  • 128 Minutos
  • English: british-flag

Amy Winehouse é provavelmente uma das artistas mais talentosas que o mundo teve o privilégio de conhecer nas últimas décadas. Uma presença forte e arrebatadora que conquistou tudo e todos com uma voz única que era fantástica de se ouvir. Ainda que muitos a vissem como uma grande estrela, a má reputação que recebeu nos últimos meses da curta carreira acabou por permanecer. O abuso de álcool e drogas, coisa que tipicamente associamos ao estilo de vida excêntrico destas estrelas era impossível de ignorar. No entanto, mesmo em queda abrupta, Amy conseguia impressionar-nos com grandes músicas e uma emoção e pureza nas letras que ainda permanece bem viva. Infelizmente, era cedo demais para esta estrela partir… E quando uma pessoa tem o privilégio de assistir a um documentário como Amy que honra a grande pessoa que ela tentava ser enquanto relate a sua história, numa perspetiva mais pessoal e próxima, é gratificante conhecer a sua personagem louca e ao mesmo tempo carinhosa que está no coração de grandes músicas como Rehab e Valerie.

Neste documentário somos convidados a conhecer a história de Amy Winehouse, contada pelas suas palavras e pelos seus amigos mais próximos e família… Histórias sobre os seus anos de infância, sobre o caminho ao estrelato e a forma como ela via tudo isto, contada através de uma série de filmagens nunca antes vista e de músicas inéditas que nos dão a conhecer um lado mais íntimo e pessoal de Amy. Esta é uma história sobre as consequências menos positivas do sucesso, que nos apresenta uma rapariga modesta que só queria cantar e viver o jazz e que foi conduzida a um caminho fatal em direção a um final repentino.

A mistura entre filmagens e músicas inéditas complementa uma história contada com palavras de tristeza, alegria e orgulho, enquanto seguimos a vida de uma cantora que via na música uma forma de se expressar. E o que torna esta experiência verdadeiramente única é a forma como a história de Amy emociona a audiência… Aqui vemos uma Amy diferente daquela que se apresentava ao palco nos últimos concertos. Vemos uma mulher, cansada de ser uma estrela que mudou a sua personalidade completamente para se adaptar a uma nova situação e que se via perdida num labirinto infindável sem ser capaz de se encontrar a si própria. Amy é apresentado numa forma que nos permite tirar as nossas próprias conclusões e que nos permite entender aquilo que a tornou na pessoa que ela aparentava ser… Uma história forte que me deixou quase sem palavras por ver a forma injusta como o mundo perdeu uma estrela, movida por todos nós para uma vida que nada lhe dizia e qua acabou por não se conseguir controlar, mesmo com o apoio dos que lhe eram próximos e com uma personalidade forte e determinada.

Em Amy testemunhamos letras e música a ganharem vida enquanto somos convidados a conhecer a dura história de uma mulher, que tinha uma forte personalidade mas que foi incapaz de suportar todo o sofrimento pelo qual teve de passar. Uma história tocante e ao mesmo tempo devastadora, que mostra o melhor da sua personalidade, sem esquecer os momentos menos bons. A história de uma mulher que tornou o jazz acessível a todos e que nos conquistou com um grande sorriso e uma voz incrível. Amy é contado numa forma que pode ser facilmente apreciada por todos e é acompanhado por uma banda-sonora que complementa na perfeição o documentário, permitindo-nos compreender a forma como se sentia em relação àquilo que se estava a passar. Para fãs e até mesmo para aqueles que não ligam ou não apreciam o seu estilo, Amy é uma experiência honesta e emocional imperdível.

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