★★★, Português, Reviews
Leave a Comment

Crítica | Mínimos (2015)

minions titleMinimos_final-23JULHO

  • Realizado por: Kyle Balda, Pierre Coffin
  • Com:Sandra Bullock, Jon Hamm, Michael Keaton
  • 91 Minutos
  • English: british-flag

As personagens amarelas mais adoráveis da Universal estão de volta para uma nova missão, para a qual Gru não foi convidado. Depois de servirem o homem mais desprezível à face da terra, os mínimos regressam para contar a sua história desde o início dos tempos. Com um adorável gosto particular pela maldade adorável, a missão desta vez é um pouco mais complicada… Um filme a “solo” com mínimos pode parecer uma ideia engraçada à primeira vista mas antes de o ver tinha as minhas dúvidas. Dúvidas essas relativamente ao potencial destes para conduzir um filme que se foca apenas e só neles. A história da sua origem… A procura constante pelo vilão definitivo… Se existe uma coisa que toda a gente gosta nestes pequenos amarelos é a forma como expressam a sua maldade. Da perspetiva dalguém que não esperava muito, Mínimos acabou por ser uma surpresa engraçada.

A história dos MÍNIMOS, da Universal Pictures e Illumination Entertainment, começa nos primórdios dos tempos. A partir de organismos unicelulares amarelos, os Mínimos desenvolveram-se ao longo das eras, servindo sempre o mais maldisposto dos mestres. Sendo incapazes de manter os mestres – de T-Rex a Napoleão, os Mínimos encontram-se sem ninguém a quem servir e entram em profunda depressão. Mas um Mínimo chamado Kevin tem um plano e, juntamente com o rebelde Stuart e o adorável Bob, aventuram-se pelo mundo à procura de um novo e malvado chefe para seguirem. O trio embarca numa emocionante viagem que os conduz até à nova potencial líder, Scarlet Overkill, a primeira super-vilã do mundo. Da glacial Antártida a Nova Iorque dos anos 60, terminam numa Londres modernista, onde enfrentam o maior desafio das suas vidas: salvar toda a espécie dos Mínimos… da aniquilação. [Sinopse por: NOS Audiovisuais/Universal Pictures Portugal]

O aspeto em relação ao qual permaneci mais relutante foi sem dúvida a história, porque em Gru: O Mal-Disposto, ainda que os mínimos estivessem presentes constantemente a ajudar Gru nas suas missões, acabavam por ser não muito mais que um simples adereço da história. E mesmo sendo engraçados, não esperava imenso desta jornada pelo mundo delicioso das bananas. Felizmente, estava errado e a verdade é que a Universal pode-se orgulhar de produzir mais uma história agradável a adicionar ao portfólio do ano. A história é adorável do ponto de vista em que nos permite conhecer os mínimos, desde que eram pequenas células já à procura de um chefe malvado. Porque no fim de contas, é essa a base da história do filme… Uma procura interminável por um chefe verdadeiramente malvado com eventos verdadeiramente engraçados, alguns dos quais revelados nos trailers, e que incluem factos marcantes da história do nosso mundo. A verdade é que os mínimos são imparáveis, mesmo com o seu talento inconfundível para atrapalhar as coisas. Claramente adequado para um público mais infantil, a história de Mínimos é focada em três personagens, uma boa ideia do ponto de vista que nos permitiu ficar a par das coisas com mais facilidade.

Como um filme que procura ser engraçado, Mínimos cumpre o objetivo e pelo menos neste aspeto consegue estar ao mesmo nível dos restantes filmes, ainda que Gru não esteja presente. Stuart, Kevin e Bob vão fazer parte de grandes momentos que incluem muitas referências à cultura popular. No fim de contas, funciona como um filme agradável para o Verão. É engraçado, adorável e entretém, tal como devia mas não consegue ter uma história ao nível dos dois primeiros filmes. Sem Gru, as nossas esperanças incidem em três mínimos corajosos que comandam esta aventura em busca do chefe mais malvado. Ainda que as piadas sejam boas, não posso deixar de confessar que Mínimos não tem muito para dar. A história é engraçada e é fácil de criar alguma empatia pelas personagens… Mais do que aquela criada nos primeiros filmes… Mas quando tudo se resume a ser algo mais do que um filme bom para entreter, esta divertida aventura acaba por falhar. Mínimos é diversão garantida para a família mas não existe necessidade para grandes expectativas… Uma comédia refrescante para divertir tanto miúdos como graúdos que, mesmo sem personagens marcantes como as dos filmes anteriores consegue ser adorável.

stars_11

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s