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Crítica | A Caminho do Oeste (2015)

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  • Realizado por: John Maclean
  • Com:Kodi Smit-McPhee, Michael Fassbender, Ben Mendelsohn
  • 84 Minutos
  • English: british-flag

Para aqueles que costumam seguir a minha página, penso que já mencionei não ser um grande fã de Westerns… Um género que nunca me disse grande coisa provavelmente pela falta de boas experiências. Mas o que importa agora é que após ver A Caminho do Oeste, optei por dar uma oportunidade ao género assim que tiver tempo para tal. A Caminho do Oeste é um daqueles filmes que não deixa ninguém indiferente graças às suas personagens e a todas as coisas boas que nos prendem e nos fazem sentir algo por personalidades um tanto ou quanto irreverentes. A luta de um rapaz para encontrar o amor da sua vida enquanto viaja com um assassino que acaba por ser o seu bilhete da sorte numa terra sem lei é então o ponto de partida para uma viagem nada pacífica e intrigante a um lugar devastador numa história que é suportada por uma grande interpretação, como já é habitual, de Michael Fassbender.

Situado no Colorado do século XIX, mas sem dúvida europeu na sua sensibilidade, A Caminho do Oeste conta a história de Jay Cavendish (Kodi Smit-McPhee), um jovem de 16 anos que viaja da Escócia para o Colorado em busca da mulher que ama (Caren Pistorius).
Jay rapidamente se confronta com os perigos da Fronteira, pelo que se associa a um misterioso viajante chamado Silas (Michael Fassbender), que concorda em protegê-lo – por um certo preço. A senda de Jay será marcada por traições, perigos e violência, levando o ingénuo jovem a descobrir que o Oeste não tem qualquer piedade, menos ainda pelos inocentes.

Nos primeiros minutos o filme é dominado sobretudo pela inocência de Jay e pouco ou nada acontece. Somos introduzidos à história do rapaz que aparenta estar apaixonado pela mulher errada e que louco por amor procura encontrá-la numa viagem arriscada, ao mesmo tempo em que nos apercebemos que por aquelas terras, não há lei que proteja os inocentes, em que as armas governam e a ganância é soberana. No fundo, uma história familiar para todos mas que não deixa de perder o interesse. Nesta terra de ninguém, a segurança de Jay é quase nula… Homens gananciosos e armados destroem tudo à sua passagem, culminando com tudo aquilo que os nativos construíram até então. Nada disto impede Jay de prosseguir com a sua louca missão e é com esta história de amor jovem que partimos à descoberta destas terras numa viagem que conta com um assassino contratado para proteger Jay, Silas. Basicamente, assim que a acção começa, é impossível tirar os olhos do ecrã… A Caminho do Oeste é então sobretudo um thriller com uma pitada do género Western. A forma como Jay cresce ao longo da história, enquanto se relaciona com Silas e a forma como estes dois se complementam ao ser opostos um do outro permite ao espectador desenvolver uma certa empatia pela história. História essa que beneficia de duas boas performances de Fassbender e de Kodi Smit-McPhee.

E assim, com o desenrolar da história somos confrontados com uma terrivel realidade que torna a relação entre Jay e Silas nalgo um tanto ou quanto complexo. O encontro de dois objectivos completamente diferentes mas que obrigam à mesma jornada repleta de perigos, torna o filme numa obra intrigante e devastadora que me conquistou sobretudo pelo seu tom natural e puro. A história desenvolve-se num ecrã dominado por belas paisagens que apresentam uma Natureza imponente mas ao mesmo tempo fragilizada pelas temíveis acções dos homens naquelas terras. Não existe tempo para repousar enquanto somos confrontados com personagens intrigantes que contribuem com algo positivo para este Western romântico. A aventura de Jay em busca do amor da sua vida é então recheada com grandes momentos que dão ao filme um ritmo interessante para se desenvolver. A Caminho do Oeste tem um pouco de inocência graças a uma história de amor mas mantém-na no plano de fundo enquanto vemos acompanhamos as personagens numa luta pela sobrevivência numa estrada dominada pela violência e vingança em que apenas os mais fortes sobreviverão. Com tudo isto, devo admitir que a realização de John Maclean foi no mínimo surpreendente, num filme que aparenta ser que curto mas que ao mesmo tempo se torna numa história épica sobre amor e vingança pelas estradas do velho oeste Uma história que capta os princípios de um género em que a sobrevivência é fulcral… A Caminho do Oeste consegue ser tanto intrigante como interessante, com uma história que tem as suas falhas mas que no fim de contas é bem sucedida graças a um duo improvável que nos deixa agarrados ao ecrã.

stars_12

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