Artigos
Leave a Comment

Entrevista | Isidoro B. Guggiana

logo entrevistaFoi há cerca de duas semanas que tive a oportunidade de descobrir o filme Porto dos Mortos, uma experiência indie de Terror realizada e produzida no Brasil, cuja crítica podem ler aqui. Foi no seguimento desta experiência que tive a oportunidade de fazer algumas perguntas a Isidoro B. Guggiana, o produtor do filme, e a quem quero desde já agradecer por se ter disponibilizado a responder a estas perguntas. Partilho então convosco a entrevista!

Quais foram as maiores dificuldades à produção do filme?

Provavelmente lidar com as próprias inseguranças. O resto é adaptável às limitações orçamentárias com boa vontade e paciência. Com um diretor como o Davi de Oliveira Pinheiro não tem muito com o que se preocupar.

Sendo o género de terror maioritariamente dominante nos mercados asiático e norte-americano, filmes independentes do género oriundos doutras regiões acabam por ter pouco impacto. No entanto, Porto dos Mortos, prova que existe originalidade por aí e a verdade é que o filme fez furor em diversos festivais a nível internacional. Como tem sido a recepção do público nos festivais?

A melhor possível. 80 seleções e 14 prêmios são um resultado bastante positivo. Ver o filme passar em países tão distantes como Iraque, Índia, Sérvia

, boa parte da Europa e das Américas é mágico.

Existem projectos em mente para o futuro? Talvez algum do género?

A Lockhert Filmes, produtora do Porto dos Mortos, está funcionando a pleno vapor. Temos um longa, (Desvios) e um curta (Another Empty Space) prontos. Esta semana rodamos um curta chamado Sob Águas Claras e Inocentes. Para não dizer que não temos nada do gênero em andamento, em pós-produção estão dois curtas do gênero fantástico: Jackie Hammer e os Demolidores e Tudo que Resta. Vamos ver o que o futuro nos aguarda.

Que conselho daria a jovens argumentistas com boas ideias mas que infelizmente não vêm as portas abertas à produção destas?

Façam-se produtores.

Sendo este um filme de terror, qual foi o filme do género que mais o marcou? Alguma vez ficou agarrado à cadeira por causa de um bom susto?

Meu filme de terror favorito sempre foi o Hellraiser original. Vi todos os oito filmes que saíram depois, li tudo a respeito: livros, quadrinhos, etc. Tudo o que saiu a respeito passou pelas minhas mãos. Agora quanto à segunda pergunta, vêm-me à cabeça esta tríade realmente assustadora: The Innocents (1961), de Jack Clayton, Rosemary’s Baby (1968), de Roman Polanski e The Texas Chain Saw Massacre (1974).

Um filme para o Verão?

Mean Girls (2004), de Mark Waters, vale?

Fã de terror?

Sim, definitivamente.

Não pude deixar de reparar na qualidade dos efeitos visuais do filme, de destacar face ao baixo orçamento, o que me leva a salientar o profissionalismo de toda a equipa por trás do filme. Se tivesse de resumir a sua experiência na produção do filme numa frase qual seria?

Trabalho com o Porto dos Mortos desde 2007 como produtor e publicist e, pelo resto da minha vida, nunca vou cansar dessas duas funções.

Da minha parte, resta-me agradecer pela experiência. Que mensagem gostaria de deixar aos fãs do filme?

Todo filme apenas existe a partir do momento em que cai nas mãos do público. Provavelmente o Davi disse isso. Obrigado pelo inestimável apoio de todos que de alguma maneira contribuíram para o projeto. Todos vocês integram a rica história do Porto dos Mortos.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s