Chappie (2015)

Chappie (2015)

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chappie

  • Realizado por: Neill Blomkamp
  • Com: Sharlto Copley, Dev Patel, Hugh Jackman
  • 120 Minutos
  • English: british-flag

Até ao momento, Neill Blomkamp era conhecido sobretudo pelo seu grande trabalho no filme de ficção-ciêntifica Distrito 9, sobre uma raça extraterrstre forçada a viver no nosso planeta. Por esta razão optei por manter as expectativas em alta para um bom regresso após o filme Elysium que ainda não tive oportunidade de ver. À primeira vista, a premissa de Chappie aparente ser bastante interessante… Um futuro próximo controlado por uma força de robôs polícias que patrulham as ruas da cidade e ameaçado com a criação do primeiro robô com consciência parece ser um óptimo tema para um filme do género. Contudo, tal como Luc Besson fez com Lucy, o filme acaba por-se perder num enredo que não é fácil de compreender na totalidade, acabando por ser mais fogo de artifício do que propriamente um filme. Ainda que divertido e capaz de entreter plateias de espetadores pelo mundo fora, saí da sala com um pensamento consntante de que faltava ali algo…

Num futuro próximo, o crime deixou de ser uma preocupação para a polícia com a criação de uma força policial opressiva constituída por robôs humanóides destinada a patrulhar a cidade. Para o génio criador dos robôs, tudo isto era uma conquista marcante e motivadora… Contudo, os seus sonhos forçaram-no a ir ainda mais longe e quando termina a criação do primeiro programa de Inteligência Artificial, decide testá-lo num robô pronto a ser destruído, Chappie. Quando o robô é reprogramado, torna-se no primeiro com a fantástica habilidade de sentir e pensar por ele próprio, sem qualquer influência humana. Com tudo e todos contra ele, por considerarem-no como um perigo para a humanidade e para a ordem, Chappie torna-se num robô procurado numa cidade tomada por pessoas que decidem lutar contra a opressão dos robôs. Numa batalha contra a ética e contra o tempo e quando toda a esperança era dada como perdida, Chappie surge como a última hipótese de salvar uma sociedade perto de colapsar.

Para um filme centrado em temas como a Robótica e Engenharia, Chappie acaba por desapontar, na medida em não é dada a atenção necessária aos tópicos verdadeiramente importantes em prol do entertenimento. Chappie tinha todo o potencial para ser um filme inovador e verdadeiramente interessante mas acabou por se tornar num Popcorn movie com acção, cenas divertidas e uma banda sonora um pouco bizarra. Primeiro, temos o génio que criou os robôs humanóides que acabaram por se tornar no grande sucesso da empresa onde trabalha. Deon (Dev Patel) é o típico cinetista que não se importa com as éticas e que se envolve numa luta constante pelos seus sonhos e para criar o primeiro robô capaz de pensar e sentir. A sua personagem, tal como todas as outras, pondo de parte o próprio Chappie, falham em agarrar o atenção dos espetadores… Quando Deon cria o seu programa inovador, ele vê arruinada a oportunidade de o testar pela sua chefe e vê-se também como o alvo principal de Vicent (Hugh Jackman), um colega invejoso que viu as suas criações serem recusadas simplesmente por serem piores que as de Deon. Assim, Chappie é dominado pela previsibilidade de personangens usuais do género… As melhores personagens, ou pelo menos aquelas que conseguem captar uma maior atenção, acabam por ser os gangsters controlados por um líder que viu a sua riqueza ameaçada pela ameaça constante dos robôs humanóites. Quando os gangsters tomam conta de Chappie, o rumo mediano do filme torna-se um tanto ou quanto cómico… Basicamente Chappie é a única personagem cativante de todo o filme, ao ser um robô inteligente com uma personalidade um pouco infantil influenciada por um estilo de vida semelhante ao dos gangsters que o educavam, dando várias razões para rir aos espetadores. É no entanto notável também a forma como Chappie se desenvolve, tornando-se num robô imparável perto do fim.

Com personagens como estas, as minhas esperanças caíram todas sobre a história… Estava à espera d’algo mais atractivo/interessante mas infelizmente Blomkamp falhou em surpreender-me, não apresentando mais do que momentos divertidos e grandes sequências de acção. Para aqueles que desejam saber mais sobre Chappie, nomeadamente sobre a forma como este aprende a sentir e a processar informação numa aprendizagem contínua, é inevitável que fiquem desapontados pois o verdadeiro objectivo de Blomkamp, no meu ponto de vista, é brincar com a cabeça dos espetadores com factos como a habilidade de transferir consciência entre corpos. Para evitar situações constrangedoras, talvez o melhor seja desligar um pouco o cérebro antes de ver o filme… Como um filme de ficção-científica, Chappie tem bons efeitos visuais e uma história baseada um importante ramo da Engenharia. Contudo, perferia ter visto alguns aspectos interessantes explicados doutra forma, pelo menos mais perceptível, em vez de assistir a batalhas entre robôs e criminosos. Resumindo, as personagens não apresentam nada de novo ou que mereça destaque e a história tem alguns detalhes estranhos. No entanto, Chappie não deixou de ser um filme divertido, empolgante e em que o etertenimento é a chave do sucesso.

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